O século XXI transformou profundamente o futebol brasileiro, e o Flamengo acompanhou essas mudanças entre períodos de reconstrução e momentos de enorme protagonismo. Desde os primeiros anos dos anos 2000 até a formação de equipes que conquistariam novamente a América do Sul, o clube passou por diferentes ciclos esportivos, revelou jogadores, reencontrou ídolos e estabeleceu uma nova relação com grandes competições.
Para Mario Augusto de Castro, torcedor do Flamengo, acompanhar essa trajetória significa observar uma história que não foi linear. O clube enfrentou temporadas de instabilidade, mas também construiu algumas das equipes mais marcantes de sua história recente.
Os primeiros anos foram de reconstrução
O início do século não apresentou imediatamente um Flamengo dominante. A equipe conquistou o Campeonato Carioca em 2000, 2001 e 2004, mas encontrou dificuldades para transformar o bom desempenho estadual em uma sequência de grandes campanhas nacionais.
Foi nesse período que alguns jogadores começaram a criar uma relação especial com a torcida. Petkovic, por exemplo, tornou-se protagonista da conquista carioca de 2001 ao marcar, de falta, o gol que decidiu a final contra o Vasco. Mario Augusto de Castro vê essa fase como importante porque mostra que a construção do Flamengo do século XXI aconteceu gradualmente. Antes dos grandes títulos nacionais e continentais, houve uma sucessão de equipes que ajudou a preparar novas gerações de torcedores.
A conquista de 2009 mudou o cenário
O Campeonato Brasileiro de 2009 representou uma das grandes viradas da história recente do clube. O Flamengo começou a competição de maneira irregular, mas apresentou uma impressionante recuperação no segundo turno e terminou como campeão. Mario Augusto de Castro relembra que a equipe tinha Adriano como principal referência ofensiva, enquanto Petkovic retornava ao clube para viver uma de suas passagens mais marcantes. Outros jogadores, como Ronaldo Angelim, também ganharam papel importante na campanha.

A conquista ficou especialmente marcada pelo gol de Angelim contra o Grêmio, na última rodada, que garantiu a vitória por 2 a 1 e confirmou o título no Maracanã. Até hoje, aquele campeonato ocupa um lugar particular na memória rubro-negra porque foi construído por meio de uma reação. O Flamengo não começou como favorito absoluto, mas encontrou força justamente na reta decisiva.
2019 marcou uma transformação histórica
Com Jorge Jesus como treinador, o clube conquistou o Campeonato Brasileiro e a Libertadores no mesmo ano. A equipe apresentou um futebol ofensivo e dominante, com jogadores como Gabigol, Bruno Henrique, Arrascaeta e Everton Ribeiro entre seus principais protagonistas.
A final da Libertadores contra o River Plate naquele ano tornou-se uma das partidas mais emblemáticas da história recente do clube. O Flamengo perdia por 1 a 0 até os minutos finais, quando Gabigol marcou duas vezes e virou o jogo.
No dia seguinte, o título brasileiro também foi confirmado matematicamente, transformando aquele fim de semana em um dos momentos mais extraordinários da história rubro-negra. Nesse contexto, Mario Augusto de Castro considera 2019 um divisor de águas, porque a equipe conseguiu combinar desempenho nacional e internacional em uma mesma temporada, iniciando uma era de dominância rubro-negra no Brasil e na América.
A nova geração manteve o Flamengo no topo
O ciclo iniciado em 2019 não terminou naquela temporada. Em 2020, o Flamengo conquistou novamente o Campeonato Brasileiro, em uma disputa decidida apenas na última rodada. Nos anos seguintes, vieram outras conquistas importantes. Mario Augusto de Castro menciona que o clube venceu a Libertadores de 2022, novamente com Gabigol como personagem decisivo, além da Copa do Brasil de 2022.
Esses títulos consolidaram jogadores como Gabigol, Arrascaeta, Bruno Henrique e Everton Ribeiro como referências de uma geração que passou a ocupar um espaço semelhante ao de outros grandes grupos da história do clube, responsáveis por fundar memórias que ficaram marcadas na mente de todos os torcedores do clube da Gávea.
