A governança de organizações sociais é um tema que raramente recebe a atenção que merece no debate público brasileiro. Quando recebe, geralmente é em contexto negativo: escândalos de desvio de recursos, gestão opaca e falta de prestação de contas que comprometem a confiança da sociedade em entidades que deveriam ser referência de integridade.
A trajetória da Fundação Gentil Afonso Duraes, conduzida por Eloizo Gomes Afonso Duraes, oferece o contraponto positivo necessário: um exemplo detalhado de como construir governança sólida, evoluir a estrutura institucional no momento certo e usar a transparência como fundamento de credibilidade duradoura.
Da fundação à organização social: O que mudou?
A evolução da Fundação Gentil Afonso Duraes para Organização Social em novembro de 2019 não foi uma mudança cosmética de nomenclatura. Foi uma transformação profunda na estrutura de governança da entidade, que passou a operar sob requisitos mais rigorosos de transparência, prestação de contas e avaliação de resultados. Conselhos de administração com participação da sociedade civil, mecanismos internos de controle, processos formalizados de avaliação de desempenho e capacidade de firmar contratos de gestão com o poder público são elementos que diferenciam fundamentalmente uma Organização Social de uma fundação privada convencional.

Para Eloizio Gomes Afonso Duraes, essa transição foi natural e necessária: a Fundação havia crescido o suficiente para merecer e exigir uma arquitetura de governança à altura do que havia construído.
Transparência como estratégia, não como obrigação
Organizações que tratam a transparência como obrigação legal fazem o mínimo necessário para cumprir requisitos formais. Organizações que tratam a transparência como estratégia de construção de confiança vão além do mínimo e usam a abertura ao escrutínio como diferencial competitivo na disputa por recursos, parceiros e credibilidade pública.
Eloizo Gomes Afonso Duraes sempre operou a partir da segunda perspectiva. A disposição de submeter a Fundação a requisitos mais rigorosos de governança em 2019, depois de dezesseis anos de operação, demonstra uma confiança nos resultados que só quem construiu com seriedade pode ter. Quem tem algo a esconder evita o escrutínio. Quem construiu com integridade o busca.
Uma lição para o setor
A trajetória de governança da Fundação Gentil Afonso Duraes oferece ao terceiro setor brasileiro uma lição que vai além das boas práticas formais: a de que governança sólida não é um obstáculo à missão social, mas seu fundamento mais confiável. Organizações bem governadas tomam melhores decisões, atraem melhores parceiros e constroem a confiança que permite crescer de forma sustentável. Eloizio Gomes Afonso Duraes demonstrou isso ao longo de mais de vinte anos, e a solidez institucional que a Fundação apresenta hoje é o resultado direto de cada decisão de governança que ele tomou ao longo desse caminho.
Autor: Diego Rodríguez Velázquez
