Vacina da Pfizer: Saúde diz que só irá analisar redução de intervalo após aplicação da 1ª dose para todos os adultos

O Ministério da Saúde, o Conselho Nacional de Secretários da Saúde (Conass) e o Conselho de Secretarias Municipais de Saúde (Conasems) divulgaram uma nota conjunta nesta terça-feira, 27, em que afirmam que a redução do intervalo entre as duas doses da vacina contra a Covid-19 será analisada após a aplicação da primeira dose para toda a população acima de 18 anos. “Após a distribuição da primeira dose para toda a população adulta, será analisada a redução do intervalo entre a primeira e a segunda dose, baseada, sempre, nas melhores evidências científicas, trazidas nas discussões da Câmara Técnica Assessora de Imunizações”, diz o comunicado.

A pasta também afirmou que Estados e municípios devem seguir as definições do Programa Nacional de Imunizações (PNI), sob pena de responsabilidade futura. “O sucesso da vacinação depende da atuação sinérgica, harmônica e solidária entre os níveis federal, estadual e municipal, além da colaboração imprescindível da sociedade civil e dos meios de comunicação”, declarou. A nota comunica ainda que, após a conclusão da vacinação do público adulto, serão incluídos os adolescentes de 12 a 17 anos, com prioridade para os que possuem comorbidades.

Nesta segunda-feira, o Ministério da Saúde informou que estudava diminuir o intervalo entre as doses da vacina contra a Covid-19 da Pfizer. Atualmente, a pausa entre as duas aplicações do imunizante no país é de 12 semanas. O aumento da disseminação da variante Delta, registrada pela primeira vez na Índia e mais transmissível do que as outras cepas, porém, tem feito com que autoridades e especialistas considerem uma diminuição desse tempo. O intuito é que o esquema vacinal da população seja finalizado mais rápido, aumentando o número de pessoas totalmente imunizadas em um curto período de tempo. O estudo Pitch, realizado por especialistas do Reino Unido, ainda sem revisão pelos pares, aponta que uma pausa longa, média de 10 semanas, aumenta a proteção do imunizante da Pfizer contra a variante Delta.

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