RS passa dos 111% de ocupação nos leitos de UTI no 18º dia de superlotação


Estado ultrapassa a marca pela primeira vez e mantém tendência de aumento nas hospitalizações. Hospital de Campo Bom registrou falta de oxigênio, e Secretaria da Saúde confirma seis mortes por falha no sistema de distribuição da instituição. Equipe do Hospital de Clínicas de Porto Alegre realiza procedimento de pronagem em paciente internado na UTI.
Silvio Avila/Divulgação
O Rio Grande do Sul chega ao 18º dia de superlotação nas Unidades de Tratamento Intensivo (UTI) com avanço constante nas internações. Nesta sexta-feira (19), o estado ultrapassou os 111% de ocupação nos leitos de UTI.
Entenda: Por que o RS atende mais de 100% da capacidade de UTIs
Às 15h07, 3.604 pacientes ocupavam 3.246 vagas. Três em cada quatro tinham diagnóstico para a Covid-19 ou suspeita de síndrome respiratória aguda grave.
A alta é puxada, principalmente, pelas instituições privadas. Havia 1.315 pessoas para 912 leitos em hospitais particulares, uma taxa de ocupação de mais de 144%.
Já nos leitos SUS, o índice estava pouco acima dos 98%. Eram 2.289 pacientes para 2.334 vagas.
Em Porto Alegre, dos 18 hospitais regulados pelo município, seis não haviam ultrapassado os 100% de ocupação, mas todos já registravam mais de 80%, o que é considerado crítico.
Instituto de Cardiologia – 97%
Hospital Conceição – 99%
Hospital de Clinicas de Porto Alegre – 124%
Hospital Moinhos de Vento – 161%
Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre -110%
Hospital São Lucas – 134%
Hospital Mãe de Deus – 110%
Hospital Ernesto Dornelles – 140%
Hospital Divina Providência – 119%
Hospital Porto Alegre – 83%
Hospital Cristo Redentor – 92%
Hospital Vila Nova – 100%
HPS – 100%
Hospital Independência – 97%
Hospital Fêmina – 133%
Hospital da Restinga – 100%
Hospital Santa Ana – 110%
Beneficência Portuguesa – 88%
O atendimento acima da capacidade não prejudica apenas quem precisa de uma vaga no sistema de saúde, mas também a qualidade do atendimento a quem já está internado.
Nesta sexta, o Hospital Lauro Reus, em Campo Bom, na Região Metropolitana da Capital, registrou “uma instabilidade na rede central de distribuição de oxigênio (O²) que durou aproximadamente 30 min”. Segundo a instituição, “não houve em momento algum falta de oxigênio aos pacientes, devido à rápida ação da equipe assistencial”.
Porém, conforme a Secretaria Estadual da Saúde (SES), seis pessoas morreram em decorrência da falha. Havia 26 pacientes em ventilação mecânica na UTI e Emergência no momento do incidente. O hospital abriu uma sindicância para apurar o caso. Confira abaixo as notas da Secretaria e do hospital.
Nota da SES:
“A Secretaria da Saúde, preocupada com a falta de oxigênio nos hospitais gaúchos, oficiou todas as unidades hospitalares para que fosse mantido um estoque mínimo de oxigênio, suficiente para uma semana.
A SES teve conhecimento do fato ocorrido em Campo Bom e, imediatamente, acionou o hospital, que confirmou os seis óbitos. Todavia, os óbitos teriam ocorrido devido a uma falha no sistema de distribuição de oxigênio, e não pela falta desse. Estamos oficiando o hospital neste momento para que tenhamos informações mais detalhadas do ocorrido.”
Nota do Hospital Lauro Reus
“Com relação à informação sobre a falta de oxigênio nesta manhã no Hospital Lauro Reus, de Campo Bom, a direção da unidade de saúde esclarece que:
1) No período entre 08h10 e 08h40 da manhã desta sexta-feira (19) haviam 26 pacientes em ventilação mecânica na UTI e Emergência.
2) Não houve em momento algum falta de oxigênio aos pacientes, devido à rápida ação da equipe assistencial, que acionou imediatamente o Plano de Contingência – em decorrência de uma instabilidade na rede central de distribuição de oxigênio (O²) que durou aproximadamente 30 min.
3) Segundo a direção técnica do hospital, diante da gravidade geral da situação em nível mundial, e não diferente no Rio Grande do Sul, este hospital opera atualmente com capacidade próxima a 300 % acima da média.
4) Considerando os fatos, foi imediatamente instaurada uma sindicância para verificar as possíveis causas da instabilidade temporária na central de Oxigênio (O²).”
Vídeos: Rotina de atendimento em UTI no RS
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