Projeto produz pães e distribui para moradores de cidades do RS


Mão na Massa surgiu em Passo Fundo, mas se espalhou para Marcelino Ramos, Barros Cassal, São Leopoldo e Viamão. Iniciativa distribui alimentos para cerca de 4,8 mil pessoas. Projeto que surgiu na Região Norte do estado de espalhou para outras partes do RS
Reprodução/RBS TV
O projeto Mão na Massa, do Lar Emiliano Lopes, surgiu em Passo Fundo, mas se espalhou por outros municípios do Norte do estado, da Região Metropolitana de Porto Alegre e até fora do Brasil. Marcelino Ramos, Barros Cassal, São Leopoldo e Viamão são algumas das cidades onde a iniciativa de solidariedade já gera frutos.
Antes da pandemia do coronavírus, o grupo que realiza o projeto produzia pães que alimentavam cerca de 300 pessoas por mês. Porém, este número aumentou e, atualmente, chega a 4,8 mil pessoas todos os meses.
“Sonho a gente não explica, a gente procura realizar. Nós buscamos parcerias, buscamos forças vivas da sociedade que nos auxiliem para que possamos chegar a esse objetivo e alimentar mais pessoas na periferia de Passo Fundo. Nós não só entregamos esse pão. Nós também ensinamos as pessoas a produzirem”, afirma o coordenador do projeto Sérgio Oliveira.
A unidade de Passo Fundo é a primeira de 17 padarias espalhadas pelo RS e até fora do Brasil.
“A gente fica muito alegre. A criançada começa a correr quando vê que é uma doação, uma ajuda. E eu fico contente também. A gente necessita da ajuda. Na parte da tarde, as crianças pedem um lanche e a gente tem pra dar”, celebra a dona de casa Zelinda Cardoso.
Quem leva esse alento são voluntários como a Irmã Inês Sartori. Ela é uma das responsáveis pela entrega de pães em regiões carentes da cidade.
“Não se traz só comida, se traz esperança. É uma alegria muito grande, porque tem muitas pessoas generosas que nos ajudam e a gente pode chegar com alimento para essas criaturas que não têm emprego ou procuram emprego e não encontram”, diz a voluntária Inês.
Para dar conta dessa demanda, os voluntários estão pedindo ajuda: farinha, leite, fermento. Tudo é bem-vindo para que eles possam continuar ajudando mais gente.
“Começo a trabalhar 3h45, 3h50, e geralmente tem uma média de 130, 140 pães que a gente faz todos os dias, geralmente de uma forma anônima. As pessoas não sabem quem faz, as pessoas não sabem quem patrocina, mas importante é que elas são alcançadas com esse pão”, comenta o padeiro Saulo Gularte.
Parte da produção é vendida, e todo o dinheiro é revertido em pães para doação.
“Tem muita mãe necessitada, que não tem o que dar para os filhos, e quando chega é uma benção, é uma vitória”, celebra Jussara Cardoso, que está desempregada.
“Eu não vou generalizar, mas existem pessoas que, se não tivessem esse pão, não teriam o que comer. Então, alguém diz pra mim: mas vocês dão só o pão, e eles não comem só o pão. Exatamente, mas nós estamos fazendo a nossa parte. Quem tem fome tem pressa”, reforça Sérgio.
Voluntários pedem ajuda com ingredientes para continuar produzindo os pães
Reprodução/RBS TV
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