Presa suspeita de ajudar companheiro em tentativa de feminicídio da ex dele em Porto Alegre


Homem pretendia matar a ex-mulher, com quem tem filhos, para ficar com o seguro de vida dela. Sobrevivente, ela se recupera dos ferimentos e alerta sobre a importância de denunciar casos de violência doméstica. Mulher que foi esfaqueada no RS fala sobre a importância de denunciar casos à polícia
A Polícia Civil prendeu, temporariamente, na segunda-feira (17), em Balneário Pinhal, no Litoral Norte do Rio Grande do Sul, uma mulher de 39 anos, suspeita de ser cúmplice do companheiro na tentativa de feminicídio contra a ex-mulher dele, ocorrida no dia 2 de maio, em Porto Alegre.
Na ocasião, a técnica de enfermagem Thaís Hipólito aguardava o ônibus em uma parada, por volta das 7h40, quando o ex-companheiro chegou simulando um assalto e deu diversos golpes de faca nela. Ele foi preso em flagrante no dia do crime e Thaís foi internada em estado grave no hospital.
Prestes a receber alta do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, onde estava se recuperando desde o dia do crime, Thaís gravou um vídeo de alerta para outras mulheres sobre a importância de buscarem ajuda. [Veja o vídeo acima].
De acordo com as investigações, a mulher presa tinha total conhecimento das intenções criminosas do companheiro. Segundo as autoridades, ela, inclusive, teria ajudado no planejamento do crime e escondido provas que atrapalhariam o trabalho da polícia.
Em depoimento, o homem, de 39 anos, confessou o crime, dizendo que um dos objetivos era obter a guarda dos filhos que tinha com Thaís. Ele também teria dito que a atual companheira sabia do ato criminoso, fato que ela negou à polícia.
De acordo com as autoridades, a suspeita da participação dela foi corroborada pelo depoimento da mãe do suspeito.
Thais declarou que possuía um seguro de vida, cujos beneficiários eram os filhos, e que o casal tinha conhecimento desse fato, por isso, acredita que esse foi o motivo pelo qual premeditaram o crime.
Câmeras de segurança flagraram ação no bairro Teresópolis, em Porto Alegre
Reprodução / RBS TV
‘Nem todo mundo vai ter a mesma sorte que eu tive de estar viva’
Thais falou da importância das mulheres romperem o silêncio e denunciarem os agressores no primeiro sinal de violência doméstica.
“Eu sou vítima, graças a Deus, sobrevivente a um atentado de feminicídio. Peço que todas que sofrem algum tipo de agressão verbal, psicológica, procure a polícia, denuncie, procure um posto de saúde, procure ajuda, porque isso não é normal. Eles começam verbalmente e, depois, fisicamente. Nem todo mundo vai ter a mesma sorte que eu tive de estar viva”.
De acordo com a delegada Jeiselaure Rocha de Souza, o agressor esteve à espreita de Thaís em pelo menos duas ocasiões anteriores.
Operação que prendeu mulher foi feita em Balneário Pinhal
Divulgação / Polícia Civil
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