Prefeitura de Porto Alegre diz que irá requisitar professores da rede privada para atuar em escolas públicas


Sindicatos de educadores criticam proposta, enquanto escolas particulares dizem que podem auxiliar executivo. Professores municipais iniciaram greve nesta sexta (7). Aulas foram retomadas na última semana, em Porto Alegre
Cesar Lopes/PMPA
O prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo (MDB), anunciou, nesta sexta-feira (7), que prepara um decreto requisitando professores da rede privada para atuar em escolas públicas. A medida é motivada pela greve de professores municipais contra as atividades presenciais, deflagrada nesta sexta. O texto deve ser publicado no Diário Oficial até segunda-feira (10).
Os sindicatos dos que representam professores municipais e da rede privada criticaram a medida. Já a entidade que representa as escolas particulares apoiou a proposta (veja asmanifestações abaixo).
Segundo o município, as escolas particulares serão indenizadas. A prefeitura não divulgou quanto pretende desembolsar para viabilizar a medida.
“Esse é um serviço essencial. Por se tratar de um serviço essencial, tem que acontecer”, disse Melo.
A administração municipal anunciou que fará um levantamento de quantos professores deverão ser disponibilizados pela instituições privadas para suprir a demanda ocasionada pela greve.
Na noite de quinta (6), a Procuradoria-Geral do Município ingressou com uma ação declaratória de ilegalidade de greve no Tribunal de Justiça. O desembargador Eduardo Delgado indeferiu o pedido.
Prefeito de Porto Alegre apresentou proposta em live nesta sexta-feira (7)
Reprodução/PMPA
Entidades se manifestam
A diretora do Sindicato dos Municipários de Porto Alegre (Simpa), Cindi Sandri, disse não ver amparo legal na medida.
“É um ato desesperado do prefeito. Ele não consegue sustentar a posição do retorno presencial às aulas e está criando esse tipo de cenário, que está fora das realidades jurídica e educacional”, criticou.
O presidente do Sindicato do Ensino Privado (Sinepe RS), Bruno Eizerik, afirmou que as escolas particulares poderão ceder seus professores ao município.
“Tudo o que a rede privada puder fazer e for possível, e se houver o acerto entre o município e as escolas, eu acredito que vai ser feito, para que as nossas crianças possam estar nas salas de aula”, disse.
O diretor do Sindicato dos Professores do Ensino Privado (Sinpro RS), Cassio Bessa, disse que a proposta surpreendeu a entidade, mas ressaltou o apoio da categoria à demanda dos colegas do município. Para o educador, os professores deveriam ser vacinados antes da retomada das aulas.
“É uma questão meio inusitada. A gente ficou meio surpreendido”, relatou.
Retomada das aulas
As aulas na rede municipal foram retomadas na última semana. Os primeiros alunos a retornarem às atividades presenciais foram os de educação infantil e dos 1º e 2º anos do ensino fundamental. As demais turmas voltam às classes de forma escalonada, entre segunda (10) e 31 de maio.
Segundo a Secretaria Municipal da Educação (SMED), 80% das escolas foram reabertas, e 10 mil crianças já retornaram.
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