Postos e UPAs ficam lotados com aumento de casos de coronavírus em Porto Alegre

Com alta na procura, exames de coronavírus chegam a levar sete horas para serem concluídos. Capital teve capacidade de leitos de UTI próxima ao esgotamento. Pacientes relatam demora no atendimento em UPAs de Porto Alegre
O aumento dos casos de Covid-19 impactou a demanda por postos de saúde (UBS) e unidades de pronto atendimento (UPA) da Capital. Com a capacidade dos hospitais próxima ao esgotamento, a situação causa preocupação.
“As pessoas não estão conseguindo sair dos postos de saúde, das unidades básicas, para ir para os hospitais”, observa o presidente do Sindicato dos Hospitais e Clínicas de Porto Alegre, Henri Sieger Chazan.
“Dentro dos hospitais, as emergências estão lotadas. Alguém que está em uma emergência, hoje, em Porto Alegre, e que precisa de um leito de UTI, não vai conseguir”, diz Chazan.
No posto da Lomba do Pinheiro, na Zona Leste da Capital, cerca de 20 pessoas aguardavam atendimento no local na tarde desta segunda (22). A espera para fazer o teste para detectar a doença chegava a sete horas.
O motorista André da Silva Pimentel Vargas chegou no local às 8h30. À tarde ele ainda aguardava para passar pela triagem.
“Estou ruim desde sexta-feira. Resolvi vir hoje. Tive febre, dor no corpo, nas costas, atrás das vistas, só vontade de ficar deitado”, afirma.
Na Zona Norte, a UPA Moacyr Scliar também estava superlotada na tarde desta segunda. Das 52 pessoas que buscaram atendimento, seis testaram positivo para o coronavírus. A direção orienta que quem tem sintomas leves da doença não procure a unidade de saúde.
A lotação de UTIs em sete hospitais da Capital chegou a 97%. Dos 823 leitos disponíveis, 766 estavam com pacientes.
No Hospital Conceição, os 39 leitos de UTI exclusivos para pacientes com a Covid-19 ficaram ocupados.
“Nós chegamos no nosso limite como nunca tivemos durante essa pandemia. Não conseguimos dar conta dos pacientes que estão em observação e receber mais demanda”, afirma o diretor-presidente do Grupo Hospitalar Conceição, Cláudio Rodrigues da Silva.
Segundo o diretor, as equipes trabalham para buscar as possibilidades de alta ou transferência para outros leitos, para voltar a ter espaço para novos pacientes.
“É uma marca que nós não gostaríamos de novamente estar passando. Mas um sinal de que o sistema está chegando no seu limite”, afirma.
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