Porto Alegre tem aumento de 39% no número de serviços funerários em relação a fevereiro de 2020


Foram 1.143 sepultamentos e cremações no último mês, ante a 882 no mesmo período de 2020, antes do início da pandemia. Com mais de 5 mil vagas livres e espaço para abrir mais 80 mil jazigos, presidente de associação não vê risco de esgotamento. Para presidente de associação, não há risco de esgotamento das áreas para sepultamento na Capital
Maia Rubim/PMPA
A Comissão Municipal de Serviços Funerários de Porto Alegre (CMSF) registrou, em fevereiro de 2021, 1.143 enterros e cremações na Capital. Isto é 39% a mais do que no mesmo período de 2020 — 822 —, o último mês antes de a pandemia do coronavírus chegar ao Rio Grande do Sul.
O levantamento considera todos os serviços fúnebres, como sepultamentos particulares, cremações e enterros gratuitos e de corpos não reclamados no Departamento Médico Legal.
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Entre os enterros particulares, houve um aumento de 29,7%: subiu de 568, em fevereiro de 2020, para 737 no mês passado. Em relação às cremações, o crescimento foi de 67,8%: de 190 para 319 no mesmo período.
De acordo com Vicente Perrone, secretário-adjunto da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico e Trabalho (SMDET), não há demanda represada nem tampouco falta de sepulturas.
A capacidade dos dois crematórios da cidade, por exemplo, é de oito corpos por dia ou 480 por mês. Em setembro de 2020, mês com maior número de cremações no estado durante a pandemia, foram feitas 322 serviços.
‘Podemos atender a demanda que houver’
Porto Alegre não deve repetir a situação de outros estados que precisaram abrir covas coletivas frente à disparada de mortes devido à Covid-19. O presidente da Associação Sulbrasileira de Cemitérios de Crematórios (Asbrace), Gerci Perrone Fernandes, que também é administrador do cemitério Jardim da Paz, afirma que a Capital possui 5 mil vagas disponíveis e capacidade para ampliar para mais 80 mil.
“Podemos atender a demanda que houver”, aponta. “Infelizmente o problema está no atendimento hospitalar. Ninguém quer isso pra ninguém, mas não vamos passar o que os outros estados passaram”
Mesmo assim, foi possível notar o reflexo da alta nos óbitos na demanda por enterros. Somente no Jardim da Paz, foram mais de 200 em fevereiro, entre enterros por Covid e não Covid. A média do ano passado girava em torno dos 180 e 190, afirma Gerci.
Alta no número de sepultamento gratuito
Gerci comenta ainda que foi possível perceber um leve aumento no sepultamento gratuito, que na Capital é custeado pelos crematórios e cemitérios, com apoio do município. Da média mensal de 80 a 90 no ano passado, ao número passou para 110 em fevereiro.
“A funerária faz o traslado do corpo, retira, faz a preparação, leva para o cemitério. Tem um processo digno para as pessoas”, afirma.
Não houve necessidade de novas contratações e remanejamento de horários, diz o presidente da associação. As equipes passaram a seguir os protocolos para a área, que é considerada serviço essencial, durante a pandemia. Segundo Gerci, a categoria agora pleiteia o início da vacinação dos trabalhadores do setor funerário.
“O mais complexo é verificar o sofrimento das famílias. Quando tu perde teu ente querido e não tem a possibilidade de fazer a última homenagem nem aquele último momento de carinho”, reflete.
Aluguel de contêiner
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Luiz Antônio Nasi, superintendente médico do Hospital Moinhos de Vento, o maior da rede privada de Porto Alegre, afirmou, nesta terça-feira (2), a unidade precisou ampliar a estrutura para alocar os mortos.
“A nossa lista do morgue, ontem [segunda], ultrapassou a capacidade de acomodar as pessoas que faleceram dentro do hospital. Estamos contratando um contêiner para poder colocar as vítimas”, relatou Nasi.
A instituição instalou, provisoriamente, um contêiner refrigerado anexo ao hospital. “Será utilizado somente em caso de real necessidade, considerando a possibilidade de atrasos na retirada dos óbitos por parte das funerárias, realidade essa percebida em outras cidades do Brasil e do mundo”, informou o Moinhos. A estrutura atual comporta até três corpos e está adequada às normas, condições de normalidade e porte do Hospital Moinhos de Vento.
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