Polícia prende taxista suspeito de roubar veículo em Porto Alegre

Outros três homens são procurados. Vítima do assalto afirma que teve uma arma apontada na cabeça pelos suspeitos. Câmera de segurança mostra taxista suspeito de participar de roubo de veículo na Capital
A Polícia Civil prendeu temporariamente, na quarta-feira (10), um taxista suspeito de ter participado do roubo de um carro em Porto Alegre. Conforme o Departamento Estadual de Investigações Criminais (DEIC), o crime ocorreu em janeiro no bairro São Geraldo, na Zona Norte da Capital.
A investigação conseguiu localizar o homem, de 47 anos, após conferir imagens de câmeras de segurança (veja acima). Além disso, os policiais contaram com a ajuda de outros taxistas na identificação do motorista.
O suspeito já havia sido condenado a cinco anos de prisão por roubo em 2003, disse a polícia. O taxista foi solto em 2007, pela progressão de regime.
O taxista, que foi preso quando saía de casa para trabalhar, vai responder pelos crimes de roubo a veículo e associação criminosa. Outros três homens que teriam participado do roubo ainda são procurados.
O delegado Rafael Liedtke, do DEIC, pede que possíveis vítimas do grupo procurem a polícia para efetuar o registro da ocorrência.
“Alguma vitima que tenha sido lesada por um fato parecido, envolvendo um táxi, um motorista de táxi, que procure aqui a Delegacia de Roubo de Veículos. Ele está preso aqui no DEIC, para que se possa realizar um eventual reconhecimento pessoal desse investigado”, orientou.
Taxista é preso após se envolver em roubo de carro em Porto Alegre
Abordagem
O caso ocorreu no dia 23 de janeiro. Nas imagens divulgadas pela polícia, o táxi aparece passando três vezes na rua onde o veículo roubado estava estacionado. Logo depois, o grupo desce, anuncia o assalto e foge com o carro.
A proprietária do automóvel, que não quis ser identificada, relata o momento da abordagem.
“Foi um sentimento horrível, de completo desespero, de mãos atadas, de não ter o que fazer, de medo, de tudo assim. De levar um tiro, a gente podia ter sido morta”, contou.
A mulher ainda diz ter pedido para que os suspeitos não levassem dois cachorros que estavam dentro do carro.
“Mesmo com arma da cabeça, eu pedi, minha mãe pediu para tirar as cadelinhas do carro. Foi horrível, eu passei mal, eu fui correndo atrás do carro gritando ‘larga elas, larga elas, larga elas’. Implorando, porque elas são, realmente, como minhas filhas e são muito importantes para os meus pais”, disse.
O delegado Rafael Liedtke repara que o taxista aparece deixando o local em baixa velocidade, esperando os parceiros.
“Ele não foge imediatamente. Ele arranca, freia; arranca, freia. Vai bem devagarinho e ainda fica olhando para trás, justamente, esperando e dando guarida para que os comparsas consigam consumar o roubo de veículo”, explicou.
Dois dias depois, a mulher conseguiu encontrar os animais de estimação.

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