Polícia faz operação contra assaltos em Canoas; suspeitos roubavam pessoas em cemitério


Segundo investigação, vigilante facilitava a entrada de criminosos no local. Ação também é contra ocorrências que aconteceram em estabelecimentos comerciais, e com pedestres. Câmeras de segurança flagram assaltos em estabelecimento comercial e cemitério em Canoas
Sete pessoas foram presas em uma operação contra assaltos em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, nesta quarta-feira (19). Alguns roubos ocorreram dentro de um cemitério da cidade e outros em estabelecimentos comerciais, como farmácias. A polícia investiga também roubos a pedestres e de carros. [Veja o vídeo acima].
A polícia ainda está a procura de um vigilante que chegou a trabalhar na portaria do cemitério Parque São Vicente. Ele é investigado por facilitar a entrada de suspeitos que atacavam visitantes e pessoas que participavam de enterros.
As câmeras de segurança flagraram o que a polícia acredita ser o momento em que o vigilante chama os criminosos. Em seguida, eles aparecem correndo.
“As atitudes dele são extremamente suspeitas e, tendo em vista a recorrência, foram assaltos muito próximos, no mesmo cemitério, havia a suspeita de que teria a colaboração de alguém, informações internas de quando teria dinheiro, qual a melhor oportunidade. E aí, as imagens confirmaram”, afirma a delegada Miriam Thomé.
Em uma das ocorrências, o grupo tentou assaltar a família de uma policial, que reagiu. Os suspeitos foram presos na época do crime. Atualmente, o vigilante não trabalha mais no local.
Extrema violência
Polícia faz operação na manhã desta quarta
Divulgação/Polícia Civil
Segundo as autoridades, os criminosos cometeram pelo menos sete ataques. No entanto, de acordo com a polícia, nem todos os suspeitos se conheciam ou roubavam juntos. O que os casos têm de semelhante é a extrema violência com que agiam.
“Por exemplo, em um dos casos, uma idosa, sem expressar nenhuma reação, entregou a bolsa e, ainda assim, foi espancada. Nos roubos à farmácia, [as vítimas] não expressavam reação e [sofriam] constantes ameaças de mortes se procurassem a polícia”, afirma a delegada.
As investigações começaram em novembro do ano passado. A operação também cumpriu 11 mandados de busca e apreensão para conseguir mais provas.
“Temos casos isolados. Temos quatro de uma específica quadrilha, outros dois que agiam também em conluio. Tem um, que está sendo preso, que, na verdade, restava da quadrilha, que três já estão presos e um está solto, que estamos buscando hoje. Tem um que agia sozinho. Mas todos com esse modus operandi de violência gratuita”, acrescenta a delegada.
Presos suspeitos de cometer assaltos e roubar pessoas que visitavam cemitério em Canoas
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