PF investiga corrupção na aquisição de materiais médicos hospitalares em Passo Fundo


Principal investigado teria recebido indevidamente R$ 1,5 milhão, considerando apenas os procedimentos realizados através da rede pública. PF investiga fraude na aquisição de produtos médico hospitalares em Passo Fundo
Divulgação / PF
A Polícia Federal faz uma operação, nesta quinta-feira (13), contra crimes de corrupção passiva, corrupção ativa e sonegação tributária na aquisição de materiais médico hospitalares para a realização de cirurgias, através do SUS, em hospitais de Passo Fundo, na Região Norte do Rio Grande do Sul.
Estão sendo cumpridos 17 mandados de busca e apreensão nos municípios de Passo Fundo e Porto Alegre (RS), Florianópolis e Lages (SC), e em São Paulo (SP).
A Prefeitura de Passo Fundo informou que “como se trata de recursos federais, a prefeitura não tem relação com o ocorrido”.
São sete pessoas investigadas, entre elas, três médicos neurocirurgiões e outras quatro pessoas, que atuavam como representantes ou proprietários de empresas privadas. Os hospitais, no momento, não são investigados diretamente.
A investigação teve início em 2019, a partir de informações coletadas na Operação Efeito Colateral (2018), e apurou a relação ilícita de médicos com empresas fornecedoras de materiais hospitalares. Os profissionais recebiam valores para direcionar o uso de produtos das empresas investigadas em procedimentos neurocirúrgicos, em sua maioria realizados através do SUS.
As comissões pagas aos suspeitos variavam de 20 a 25% dos valores dos produtos utilizados nas cirurgias. Em 2013, um dos médicos investigados teria realizado 84 procedimentos cirúrgicos com materiais fornecidos pela empresa, ao custo aproximado de R$ 1,4 milhões e recebido R$ 284 mil.
Desse valor, R$ 190 mil seriam dos procedimentos realizados através do SUS. A estimativa é de que, no período de 2013 a 2018, esse investigado teria recebido indevidamente R$ 1,5 milhão, considerando apenas os procedimentos realizados através da rede pública.
As investigações indicaram que parte dos valores eram entregues em envelopes, de forma dissimulada, durante eventos médicos realizados no Brasil, sem a devida declaração ao Fisco.
A Polícia Federal também identificou que o principal investigado teria se tornado sócio oculto de uma fornecedora de molas (stent neurológico) nacionais. A aquisição desses materiais pelo hospital em que atuava também era submetida a sua influência.
Outra fraude investigada diz respeito a estudo sobre eficiência da mola nacional, utilizada pelo principal investigado em cirurgias pelo SUS. O médico teria celebrado acordo comercial com empresa privada para elaborar um estudo clínico que apontaria a eficácia da mola nacional comercializada por ele, porém, em razão de desacordo comercial, o médico alterou o resultado do estudo, passando a apontar que o produto apresentava complicações superiores a 90%.
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