Perícia aguarda DNA para liberar corpos de crianças mortas em incêndio em Porto Alegre


Processo deve levar de uma a duas semanas, afirma Instituto Geral de Perícias. Comunidade do bairro Humaitá arrecadou dinheiro para pagar velórios e sepultamentos. Família recebe doações para custear velório de crianças mortas em incêndio em Porto Alegre
O Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente de Porto Alegre obteve a documentação para realizar um exame de DNA dos pais das três crianças que morreram em um incêndio, no bairro Humaitá, no dia 13 de maio. O processo é necessário para identificar os corpos e liberar para velório e sepultamento. Fogo foi acidental, segundo Polícia Civil.
Morreram um bebê, de um mês de idade, e outras duas crianças, de 2 e 3 anos. Os pais seguem internados no Hospital Cristo Redentor, na Zona Norte da Capital.
Segundo o Instituto Geral de Perícias (IGP), o exame é exigido uma vez que não há registros que possibilitem o reconhecimento por digitais ou arcada dentária. O chefe da Divisão de Genética Forense, Gustavo Kortmann, estima que o processo de liberação dos corpos deve levar de uma a duas semanas.
“Todos os casos de identificação humana, no IGP, são tratados como prioridade. Eles já entram diretamente para ser processados por algum dos nossos peritos e não tem nenhuma fila de espera. Para fins legais a gente sempre precisa ter a identificação inequívoca dos corpos, de qualquer corpo, adulto ou criança, para sepultamento. Acredito que o número mínimo de etapas vai girar em torno de uma e duas semanas pra liberação do laudo”, explicou.
Residência pegou fogo no dia 13 de maio, no bairro Humaitá, em Porto Alegre
Reprodução/RBS TV
Solidariedade
Familiares e vizinhos das vítimas conseguiram doações para poder pagar o velório e o enterro das três crianças mortas. A presidente do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, Roberta Motta, detalha o auxílio da entidade no processo.
“São muitas demandas pra essas famílias se preocuparem, daí a gente fica pensando na questão do DNA, da liberação de corpos. Eles também precisam ter essa questão da dignidade, da dissolução, pra que eles possam também fazer esse ritual e esse processo de luto de uma forma digna”, disse.
Roberta Motta, do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente, aponta que esse tipo de ocorrência em áreas de vulnerabilidade social preocupa ainda mais com a chegada do inverno.
“Muitas pessoas não têm luz, acabam utilizando velas. Vela é uma coisa muito perigosa também. Ou a própria instalação elétrica irregular acaba gerando alguns problemas de curto circuito e tudo mais”, disse.
Tenente do Corpo de Bombeiros fala sobre incêndio que matou três crianças em Porto Alegre
Investigação
A investigação da Polícia Civil, ainda em andamento, aponta que o incêndio foi acidental. Segundo os investigadores, as crianças eram bem tratadas e não houve negligência. A delegada Laura Lopes informou que o pai já foi ouvido pela polícia.
“Ele ainda teria tentado voltar pra casa, mas ele diz que era impossível porque as chamas já tinham tomado conta. Como era uma casa de madeira, ele era reciclador, tinha muito papel e muito plástico na residência. Então o fogo tomou proporção gigantescas muito rapidamente”, explicou.
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