Ocupação dos leitos de UTI no RS chega a 106%; região de Lajeado tem situação mais grave


Estado completou 10 dias com mais pacientes do que vagas em leitos críticos. Número de pacientes em leitos de UTI cresceu bastante no estado
Reprodução/RBS TV
O Rio Grande do Sul atingiu, na tarde desta quinta-feira (11), a marca de 106% de ocupação dos leitos de UTI nos hospitais. Às 14h07, 3.284 pessoas estavam internadas em 3.086 vagas, conforme atualização da Secretaria Estadual da Saúde (SES). Este é o décimo dia seguido de lotação esgotada no sistema de saúde do estado.
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Nos leitos do Sistema Único de Saúde (SUS), dedicados a pacientes com Covid-19 e outras enfermidades, há 2.171 internados em 2.214 vagas, o equivalente a 98% da lotação máxima. Já na rede privada, são 1.113 pessoas em 872 leitos, representando 128% da ocupação.
O número de pessoas acima da capacidade é possível, porque o plano de contingência adotado pelo estado permite o atendimento de pacientes críticos em outras áreas fora da terapia intensiva.
A SES monitora 299 hospitais em todo o estado. Até a divulgação do levantamento, 16 instituições não haviam informado os dados de ocupação ao sistema. O painel é atualizado de hora em hora.
Situação mais grave
Na atualização das 14h07, a região de Lajeado era a única que apresentava esgotamento em todos os indicadores controlados pelo governo: leitos de UTI em geral, leitos de UTI públicos, leitos de UTI privados, leitos clínicos e uso de respiradores (veja tabela abaixo).
A região compreende 19 hospitais que prestam atendimento no município e mais 36 cidades do Vale do Taquari.
Ocupação de leitos – Região Covid: Lajeado
Porto Alegre
Os hospitais de Porto Alegre aparecem com 108% de ocupação no painel da SES. O município tem 1.089 pacientes internados em 1.011 leitos críticos.
A situação é mais grave na rede privada, com 123% de lotação (495 pessoas em 404 vagas). Já no sistema público, são 98% (594 pessoas em 607 leitos).
Segundo o painel da Secretaria Municipal da Saúde (SMS), 203 pessoas estavam na fila por uma vaga de UTI, às 14h30, sendo 187 com Covid-19 e 16 com outras doenças.
Canoas
O município de Canoas, na Região Metropolitana, contabilizava 144 pacientes em 145 vagas de UTI às 14h07 no painel da SES.
Entretanto, a prefeitura monitora os leitos exclusivos para pacientes com coronavírus. Segundo a administração local, são 125 pacientes graves internados em UTIs Covid, sendo sete deles em leitos extras, representando uma taxa de ocupação de 106%.
No início da noite desta quarta-feira (10), 50 pacientes aguardavam por leitos críticos na cidade. Outros 49 esperavam por leito de enfermaria, onde a taxa de ocupação é de 96%.
A fim de dar conta da demanda, a prefeitura ativou os planos de contingência das instituições, para possibilitar a ampliação de leitos e readequar espaços físicos com leitos extras.
Hospital Nossa Senhora das Graças, em Canoas
Reprodução/RBS TV
Outras regiões
A SES também divulga dados específicos de cada uma das 21 Regiões Covid do Rio Grande do Sul.
Além de Lajeado (141%), outras cinco regiões do estado estavam com esgotamento geral de leitos, quando faltam vagas no SUS e nos hospitais particulares: Ijuí (135%), Cachoeira do Sul (135%), Novo Hamburgo (116%), Caxias do Sul (114%) e Santa Rosa (100%).
Em quatro regiões, o esgotamento da rede privada elevava a lotação geral, mesmo com vagas abertas em hospitais públicos: Santa Cruz do Sul (128%), as regiões de Canoas (108%) e de Porto Alegre (107%), que compreendem 18 e seis municípios respectivamente, além de Passo Fundo (105%).
Na região de Palmeira das Missões (126%), era a rede pública que operava acima da capacidade, com sobra de leitos particulares.
Nas regiões de Uruguaiana (95%), Santo Ângelo (88%) e Pelotas (86%), só havia falta de leitos de UTI em hospitais privados. Nos entornos de Erechim (98%) e Cruz Alta (93%), a falta de vagas era registrada apenas em instituições públicas.
As regiões de Capão da Canoa (99%), Santa Maria (98%), Guaíba (98%) e Taquara (96%) estavam próximas do esgotamento, com poucas vagas restantes em leitos privados ou públicos.
A situação menos grave era vista, às 13h07, nos cinco hospitais da região de Bagé, com 62% de ocupação.
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