Ocupação de leitos de UTI segue acima do nível crítico no RS; Região Sul acende alerta


Leitos particulares estão superlotados em ao menos 1/3 das regiões Covid do estado. Prefeitura de Pelotas pede que população intensifique protocolos para não precisar adotar medidas mais rigorosas. CTI do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre
HMV/Divulgação
Depois de um período de queda na ocupação dos leitos de UTI, os hospitais do Rio Grande do Sul voltam a registrar uma desaceleração neste esvaziamento. Nesta terça-feira (27), a taxa geral de ocupação se manteve estável em relação ao dia anterior, mas acima de 80% — nível considerado crítico —, o que reacende o alerta em algumas regiões. (Veja o gráfico)
Às 16h08, haviam 2.882 pacientes em 3.368 leitos de UTI. Isto representa 85,6% do total da capacidade. Porém, havia superlotação nos leitos privados: 900 pessoas em 895 vagas e taxa de ocupação de 100,6%.
Parte disso se explica, conforme o diretor do Departamento de Regulação de Leitos do RS, Eduardo Elsade, pelo fechamento de alguns leitos particulares após uma semana operando abaixo do limite, entre 17 e 23 de abril. No entanto, como em três dos últimos quatro dias houve superlotação, não há previsão de revogação da fase 4 do Plano de Contingência da Secretaria Estadual da Saúde (SES).
Entre os leitos via Sistema Único de Saúde (SUS), a situação é mais confortável, embora ainda em níveis críticos. Haviam 1.982 pacientes em 2.473 leitos, uma taxa de ocupação de 80,1%.
O total de pacientes com Covid-19 ou suspeita de síndrome respiratória aguda grave se mantém abaixo de 2 mil há uma semana — índice chegou a mais de 2,6 mil em março. Nesta terça, a ocupação por pacientes com diagnóstico positivo era de 64%.
Prefeita de Pelotas faz apelo para diminuir internações por Covid na cidade
Alerta na Região Sul
Ainda assim, por ser um patamar alto, o sistema segue pressionado. Em Pelotas, segundo a prefeitura, nove pessoas aguardavam na fila de espera por um leito de UTI nesta terça. Nos quatro primeiros meses de 2021, houve mais mortes por coronavírus do que em todo ano passado: 407 mortes este ano ante a 274 em 2020.
“Não temos queda de internação nas UTIs. Temos, todos os dias, fila de espera por leito. É doloroso e preocupante. A gente precisa estancar essas perdas”, informa a prefeita Paula Mascarenhas.
Nesta terça, a região de Pelotas tinha 116,7% dos leitos privados ocupados, e 85,7% dos leitos SUS. Segundo a prefeita, caso não haja uma melhora até o fim desta semana, poderá adotar medidas mais restritivas.
“Não temos mais como ampliar leitos de UTI. Não temos mais equipes de profissionais de saúde. Estamos com as atividades econômicas andando, mas estamos em bandeira preta. Faço esse apelo para que, mais adiante, não seja necessário lançar mais restrições”, frisou.
Sobre o retorno às aulas, Paula disse que ainda não devem recomeçar de forma presencial e que não há previsão de quando isso deva acontecer.
Governo do RS coloca todas as regiões em bandeira vermelha até 10 de maio
Além de Pelotas, Uruguaiana e Cachoeira do Sul seguem com as taxas de ocupação geral acima de 100%.
Entre as regiões com superlotação nos leitos privados também estão Passo Fundo, Lajeado, Santa Cruz do Sul, Canoas e Novo Hamburgo. Ou seja, ao menos sete das 21 regiões Covid do estado seguem com ocupação acima de 100% entre as vagas privadas.
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