Ocupação de leitos de UTI cai no RS, mas taxa geral se mantém acima do nível crítico


Tanto as vagas via SUS (80%) como particulares (93%) operavam além do nível considerado adequado. No total, 84% dos leitos de UTI estão ocupados. UTI do Hospital de Clínicas em Porto Alegre na terça-feira, 2 de março de 2021
Silvio Avila
Os hospitais do Rio Grande do Sul registram uma redução na lotação dos leitos de UTI privados nesta sexta-feira (30), mas a ocupação se mantém acima do nível crítico. Às 17h08, 2.823 pacientes estavam em 3.372 leitos de UTI, uma taxa de ocupação geral de 83,8%.
As vagas em 899 leitos privados eram ocupadas por 834 pacientes, uma taxa de 92,8%. Entre os leitos SUS, 1.989 estavam em 2.473 leitos de UTI, uma taxa de ocupação de 80,4%.
O gráfico mostra que, se o aumento da ocupação foi rápido, a desocupação é mais longa e lenta. Embora não estejam superlotados, os hospitais ainda operam sob pressão.
Mais da metade dos pacientes (1,9 mil) seguem intubados, e a taxa de utilização de respiradores é de 56%. Nos leitos exclusivos para Covid-19 fora da UTI são quase 2,5 mil pessoas ou 31% da capacidade das 300 instituições de saúde.
Um dos motivos para o alívio nas últimas semanas é justamente a redução de internação por Covid-19. Após um pico de 2,6 mil hospitalizados no fim de março, caiu para 1,7 mil no fim de abril, quase 33% de redução.
Ainda assim, desde meados de fevereiro o coronavírus é a principal causa de internações nos hospitais gaúchos. Em outras ondas, mesmo com acentuação no crescimento de casos da doença, menos da metade dos hospitalizados tinham diagnóstico positivo para Covid-19.
Nesta sexta, pelo menos 62% dos pacientes tinham teste para coronavírus confirmado e outros 3,5% tinham suspeita de síndrome respiratória aguda grave.
Agravamento em Palmeira das Missões
As regiões Covid com situação mais grave ainda são Uruguaiana e Cachoeira do Sul, que têm hospitais operando acima da lotação máxima. No fim da tarde desta sexta, Palmeira das Missões, no Noroeste, também tinha mais pacientes do que vagas via SUS.
Santa Cruz do Sul, Lajeado, Canoas e Novo Hamburgo também tem superlotação entre instituições privadas. O que compensa a lotação são as vagas do sistema único de saúde.
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