Observatório registra imagem de meteoro que cruzou o céu do RS; veja vídeo


Fenômeno teve duração de 1,3 segundos. Conforme especialista, esse meteoro é um fragmento associado ao asteroide que passou próximo da Terra em 2008. Meteoro cruza o céu do RS
Um meteoro cruzou o céu do Rio Grande do Sul na noite de sábado (27). Duas câmeras do Observatório Espacial Heller & Jung, em Taquara, Região Metropolitana de Porto Alegre, registraram o fenômeno. [Veja o vídeo acima].
Segundo o professor Carlos Fernando Jung, proprietário do observatório, o bólido pertence a chuva “February Leonids”, descoberta pela Rede Brasileira de Monitoramento de Meteoros (Bramon), em 2017.
O meteoro entrou na atmosfera da Terra a uma altitude de 103 km e foi extinto sobre a extremidade sul do RS a uma altitude de 72,1 km. Teve duração de 1,3 segundos e uma magnitude de -2.2, que mede o brilho de um meteoro. Leia mais abaixo.
Conforme o professor, o fenômeno é um fragmento associado a um asteroide que chegou próximo da Terra e foi visto pela última vez há 13 anos.
“2008 CC6 é um asteroide pequeno cuja órbita cruza a órbita da Terra. A NASA classificou o 2008 CC6 como um ‘asteroide potencialmente perigoso’ devido a suas passagens próximas à Terra. O asteroide orbita o sol a cada 518 dias (1,42 anos). Tem provavelmente entre 0,106 e 0,237 quilômetros de diâmetro, o que o torna um asteroide de pequeno a médio, quase comparável, em tamanho, a um ônibus escolar ou menor”, explica o professor.
Meteoro foi registrado por observatório em Taquara
Divulgação / Observatório Espacial Heller & Jung
“Os meteoros como estes são fragmentos de corpos parentais e consistem em uma forma de observarmos os riscos de impacto no planeta Terra. Este asteroide não é considerado um alvo viável para exploração humana”, acrescenta Jung.
Meteoro é visto no céu do RS
Observatório Espacial Heller & Jung
Magnitude
A magnitude mede o brilho de um meteoro a partir de um observador na terra. Quanto mais brilhante um objeto parece, menor é o valor de sua magnitude. Os valores de magnitude aparente dos objetos podem variar entre -27 até +30, de acordo com o Museu de Ciências e Tecnologia da PUC-RS. O Sol, por exemplo, com magnitude aparente de -27, é o objeto mais brilhante no céu.
Uma bola de fogo é caracterizada por um meteoro de magnitude aparente maior que -4. Já um bólido é caracterizado como um meteoro de magnitude aparente igual a -14 ou maior. E um super bólido atinge uma magnitude aparente de -17 ou ainda mais brilhante.
Em outubro do ano passado, o Rio Grande do Sul registrou um superbólido, com luminosidade maior que a Lua e magnitude -4.
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