Nove dias após ataque cibernético, TJ-RS ainda enfrenta dificuldades para acessar processos


Cerca de 75% dos arquivos do Tribunal de Justiça gaúcho estão inacessíveis. Polícia ainda não identificou responsáveis pelo ataque. Ataque cibernético no Tribunal de Justiça do RS dura nove dias
Nove dias após o ataque cibernético nos sistemas de informática do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS), o poder judiciário ainda enfrenta dificuldades de acesso ao sistema. Cerca de 75% dos processos está inacessível.
Segundo o TJ-RS, os documentos que estão nos sistemas Themis e E-Themis continuam sem acesso. As plataformas são antigas e foram criadas pelo próprio judiciário.
Já os processos no Eproc, que é mais moderno, podem ser consultados. De acordo com o Tribunal, no último ano, a maioria dos processos entrou pelo Eproc.
“Esses trabalham com web, não possuem vinculação direta com o sistema do tribunal, do poder judiciário. Os que estão contaminados, que foram objeto do ataque, são aqueles desenvolvidos pelo próprio tribunal”, explica o desembargador do Conselho de Comunicação do TJ, Antonio Vinicius Amaro da Silveira.
Depois do ataque, o site do TJ foi simplificado, apenas com os serviços que estão funcionando. Mesmo assim, eles apresentam instabilidade.
Técnicos do Tribunal de Justiça ainda trabalham para, além de restabelecer a normalidade, identificar possíveis arquivos perdidos. Documentos de funcionários salvos nos computadores podem ter sido corrompidos definitivamente.
A prioridade para a realização de audiências, que seguem sendo feitas em todo o estado, são para casos de Lei Maria da Penha, guarda de filhos e pensão alimentícia.
Sede do TJ-RS em Porto Alegre
Reprodução/RBS TV
A Polícia Civil segue investigando o caso, mas ainda não identificou os responsáveis.
O Ministério Público também acompanha o caso. De acordo com a entidade, pedidos de prisão em flagrante, quebras de sigilo e mandados de busca e apreensão continuam sendo feitos, mas com dificuldade e lentidão.
Uma das principais preocupações é de que informações de investigações em andamento possam ter sido vazadas.
“São situações de investigações sigilosas, que não são do conhecimento até dos investigados, quebras de sigilos telefônicos, bancários”, destaca o procurador-Geral de Justiça, Fabiano Dallazen.
Já o TJ-RS informou que não há indícios de vazamentos desse tipo.
“Existe como tu verificar isso, existe medição de transferência de dados. Quando há uma transferência de dados do sistema, há uma identificação imediata, porque o volume é muito grande, e nós não temos nenhum indicativo de movimentação nesse sentido”, diz o desembargador.
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