Justiça decreta prisão preventiva de suspeitos de assalto durante entrega de lanche em Porto Alegre; dupla está foragida

Crime ocorreu no final de fevereiro. Família foi rendida por homens que entraram na residência durante entrega de lanche por aplicativo. O Judiciário acatou o pedido da Polícia Civil e decretou, nesta sexta-feira (19), a prisão preventiva dos suspeitos de um assalto a uma residência em Porto Alegre. O crime ocorreu no dia 26 de fevereiro, quando falsos entregadores de lanche por aplicativo teriam invadido o imóvel, na Zona Sul da Capital, rendendo os moradores.
Segundo a diretora do Departamento de Polícia Metropolitana, Adriana Regina da Costa, os suspeitos estão foragidos. “Eles têm residência no interior do estado, por isso a dificuldade de localização”, explicou.
A dupla foi identificada após um trabalho de inteligência da investigação, relatou a delegada. No local do crime, a perícia encontrou impressões digitais. O primeiro suspeito tinha um cadastro falso em uma conta de aplicativo de entregas. A partir dele, os agentes conseguiram o identificar o segundo envolvido.
“Como o cadastro era falso, a gente acabou indo para o ponto inicial, tentar descobrir quem era aquele indivíduo com a fotografia”, detalhou Adriana.
Conforme a diretora do DPM, ambos têm ficha na polícia por crimes patrimoniais. A investigação chegou a apurar a existência de casos semelhantes, mas não encontrou registros.
Detalhes do crime
O assalto ocorreu em uma casa no bairro Assunção, na Zona Sul de Porto Alegre. Segundo a Brigada Militar (BM), dois homens chegaram de bicicleta e invadiram a residência no momento da entrega. No local, estavam três mulheres, um idoso e um adolescente.
Após amarrar os moradores em um quarto, a dupla teria consumido alimentos dentro do imóvel e roubado joias e dinheiro. Depois de ficar uma hora dentro da casa, um dos suspeitos teria desistido da ação.
No entanto, o outro homem teria permanecido no local por mais três horas e pedido que a moradora o levasse para a Vila Cruzeiro, também na Zona Sul. A dona do imóvel disse à polícia ter se prontificado a levar o suspeito até o local indicado, onde ele deixou o veículo carregando os itens roubados.
A delegada Áurea Hoeppel, da 6ª Delegacia de Polícia da Capital, disse ao G1, na época, que os assaltantes não tinha mostrado armas à família.
“Não houve violência física, só psicológica. Não viram armas com eles”, disse.
No registro do pedido no aplicativo, apareciam a foto e o nome do motorista. Antes de realizar a entrega, o condutor teria feito um trajeto fora da rota que deveria seguir, relatou a BM.
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