Justiça autoriza reabertura de investigação sobre morte do ex-marido de Alexandra Dougokenski


José Dougokinski foi encontrado morto pela ex-mulher em 2007 e polícia concluiu que foi suicídio. Perícia contratada pela família do agricultor suspeita de homicídio. Defesa de Alexandra, que segue presa pela morte do filho Rafael Winques, nega que ela tenha assassinado o primeiro marido. José é o primeiro marido de Alexandra Dougokenski, e morreu na casa do casal, em Farroupilha, em 2007
Arquivo pessoal
A Vara Criminal de Farroupilha, na Serra, autorizou a reabertura da investigação sobre a morte de José Dougokinski, o primeiro marido de Alexandra Dougokenski, ré pela morte do filho Rafael Winques, em Planalto, no Norte do estado, no ano passado. A decisão é do dia 21.
Uma perícia particular contratada pela família encontrou incongruências no inquérito que determinou como suicídio a causa da morte do agricultor e suspeita que ele possa ter sido assassinado.
A juíza Claudia Bampi considerou que, “diante do surgimento de provas novas” e de “documentos e justificativas apresentadas”, o caso deve ser reaberto. Ela ainda determinou que os peritos do Instituto Geral de Perícias de Caxias do Sul que realizaram o laudo do óbito “façam os esclarecimentos que entenderem pertinentes”.
A Polícia Civil informou que, assim que for intimada pela Justiça, vai reabrir as investigações.
Alexandra é ré pela morte do filho, Rafael Mateus Winques
Divulgação/Polícia Civil
Relembre o caso
José foi encontrado morto por Alexandra dentro do quarto, em fevereiro de 2007, na zona rural de Farroupilha. Ela contou à polícia que escutou barulhos e encontrou o corpo dele já sem vida, preso em uma corda que foi amarrada em uma viga no teto.
No entanto, conforme o advogado Jean Severo, que representa Alexandra, ela reafirmou inocência no caso do ex-marido.
“O rapaz era depressivo, teve problema com álcool, e se suicidou. Eu tive acesso a algumas fotos e não tem como a Alexandra ter forjado aquela situação. Foi um suicídio”, reforça Severo.
Laudos do IGP atestaram que José estava mesmo embriagado e concluíram que foi suicídio. Mas a família do agricultor teve dúvidas desde o velório.
“Ela se mostrou uma pessoa fria, muito fria. Não demonstrou sentimento algum, nada, nada. Ela celebrou com a família dela num canto, e ali eles ficaram a noite inteira, contando causo e dando risada. No outro dia, que a gente ia enterrar ele, ela não queria se despedir, tinha receio”, conta Neli Josefovis, irmã de José e ex-cunhada de Alexandra.
Ao saber do envolvimento dela na morte de Rafael, em que também foi usada uma corda, a família do agricultor resolveu procurar uma advogada. Esta contratou um perito particular, que chegou a uma conclusão diferente do IGP.
“O estado de embriaguez que ele apresentava limita o seu raciocínio especificamente para tirar a sua própria vida e mais ainda procurar um elemento de sustentação, da suposta corda, da corda utilizada pra morte, e amarrá-la em um lugar que ele precisaria analisar antecipadamente, procurar antecipadamente onde estava a viga, tirar a madeira do forro, e posteriormente fazer nós que possam sustentar o peso dele e efetuar a suspensão. Eu não tenho dúvida que isso foi um homicídio”, sustenta o perito criminalístico Eduardo Llanos.
Família de primeiro marido de Alexandra Dougokenski pede reabertura de inquérito de morte
MP pediu a reabertura do caso
O promotor Ronaldo Lara Resende analisou o laudo e as contradições no inquérito apontadas pela advogada da família. Além disso, ele levou em consideração uma declaração de Rodrigo Winques, ex-marido dela e pai de Rafael, que disse ter ouvido que Alexandra referiu ter matado o então marido José Dougokinski.
Já a advogada da família de José, Maura da Silva Leitzke, vai pedir que seja feita a reprodução simulada da morte do agricultor.
“Para que a gente possa efetivamente demonstrar que a versão que foi apresentada na época pela única testemunha do crime, que foi a Alexandra Dougokenski, não pode ser considerada, levando em consideração o contexto do local e a forma como o corpo foi encontrado”, observa Maura.
Alexandra segue presa no Presídio de Guaíba, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
Alexandra Dougokenski durante depoimento por videoconferência na penitenciária de Guaíba
Reprodução/RBS TV
Vídeos: RBS Notícias

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