Juíza determina reconstituição do assassinato de João Alberto em supermercado de Porto Alegre


Morte de cidadão negro completou três meses na última sexta-feira (19). A pedido de defesa de um dos réus, reprodução simulada dos fatos deve ser marcada. Polícia ainda não foi intimada. Homem negro morto no Carrefour: o crime e a repercussão
A juíza Cristiane Busatto Zardo, da 2ª Vara do Júri de Porto Alegre, determinou que seja realizada uma reprodução simulada dos fatos, ou seja, uma reconstituição do homicídio de João Alberto Silveira Freitas, cidadão negro espancado por seguranças no estacionamento do Carrefour, na Capital. O crime completou três meses na última sexta-feira (19).
Caso João Alberto: perguntas e respostas
A reconstituição foi um pedido da defesa do réu Giovane Gaspar Dutra, um dos seguranças presos pela homicídio. A juíza ainda negou a revogação da prisão do acusado e rejeitou teses de nulidade do processo.
A magistrada determina que a autoridade policial seja oficiada, para realizar a reconstituição, informando a data com um mês de antecedência. Segundo a diretora do Departamento de Homicídios da Polícia Civil, Vanessa Pitrez, a polícia não tinha sido notificada até a noite desta segunda-feira (22).
A delegada ainda lembra que a reprodução simulada dos fatos é uma prova técnica que pode ser solicitada tanto pela defesa quanto pela Polícia Civil e o Ministério Público. “É realizada pelo Instituto Geral de Perícias, e acompanhada pela Polícia Civil. É feito um agendamento entre a Polícia Civil e o IGP”, explica.
Caso João Alberto
Reprodução/TV Globo
A Justiça aceitou a denúncia do Ministério Público um mês depois do crime e os seis envolvidos na morte de João Alberto viraram réus por homicídio triplamente qualificado.
O ex-policial militar temporário Giovane Gaspar da Silva e Magno Braz Borges, os dois seguranças autores das agressões, seguem presos.
Já Adriana Alves Dutra, fiscal da loja que acompanhou os seguranças enquanto eles agrediam João, recebeu prisão domiciliar. A Justiça reconheceu que a prisão temporária deveria ser convertida em preventiva, mas, diante do quadro de doença crônica apresentado pela defesa de Adriana, foi convertida em domiciliar.
Rafael Rezende e Kleiton Silva Santos, funcionários da loja, e Paulo Francisco da Silva, que atuava na empresa de segurança terceirizada Vector, respondem ao mesmo crime em liberdade.
VÍDEOS: Caso João Alberto
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