Interior do RS vai receber mais de 108 mil doses da vacina da Pfizer, diz Secretaria da Saúde


Lote com 39.780 doses, que chegou nesta terça (18), será somado às 69.030 em estoque para distribuição às cidades do interior do estado. Até agora, apenas Porto Alegre aplicava esta vacina devido à necessidade de superfreezers para mantê-la em temperatura adequada. Doses da Pfizer chegaram na noite de terça (18) a Porto Alegre
Felipe Dalla Valle/Palácio Piratini/Divulgação
A Secretaria Estadual da Saúde (SES) e o Conselho das Secretarias Municipais de Saúde (Cosems) decidiram, na tarde desta terça-feira (18), expandir a distribuição das vacinas da Pfizer a municípios do interior do estado. Até o momento, apenas moradores de Porto Alegre receberam o imunizante devido à necessidade de manter as doses em superfreezers sob temperaturas baixíssimas.
A SES deve somar o lote com 39.780 doses, que chegou às 19h40 desta terça, com as 69.030 em estoque na Central Estadual de Armazenamento e Distribuição de Imunobiológicos (Ceadi) e enviar as 108.810 vacinas para outras cidades. Porém, ainda não há definição de municípios nem data definida para que isto ocorra, embora a expectativa da secretaria é que todos recebam.
“Começamos a planejar a distribuição da Pfizer para todos os municípios gaúchos, e isso envolve logística diferenciada e treinamento aos vacinadores”, explica a secretária da Saúde, Arita Bergmann.
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A primeira capacitação para equipes do interior será nesta quinta (20).
As doses da Pfizer serão utilizadas para imunizar pessoas com deficiência, comorbidades na faixa etária de 39 e 38 anos e gestantes e puérperas com comorbidades e/ou gestantes ou puérperas que apresentem indicação médica após avaliação de risco e benefício.
Nas unidades de saúde que irão utilizar a vacina da Pfizer, as doses devem ser armazenadas em temperaturas entre 2°C e 8°C por, no máximo, cinco dias, período em que elas precisam ser aplicadas.
Nessa temperatura, não há necessidade de ultrafreezer para conservar as doses. Se houver necessidade de conservação em ultrafreezers, universidades do interior já foram contatadas e irão emprestar os equipamentos, a exemplo do que já fazem a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (Ufrgs) e a Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), na Capital.
“Como as vacinas precisam ser aplicadas em pouco tempo — um dia para transporte e quatro dias para aplicação —, é fundamental que os municípios consigam fazer um agendamento e cadastro prévio de usuários, para não corrermos o risco de perdermos doses”, afirma Tani Ranieri, chefe da Divisão de Vigilância Epidemiológica do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs).
Quando forem levadas às geladeiras comuns ou refrigeradores, as vacinas da Pfizer não podem ser congeladas novamente. Para a aplicação, cada frasco com seis doses deverá ser diluído com soro fisiológico injetável, e pode permanecer à temperatura ambiente por até oito horas (duas antes da diluição e seis depois).
O laboratório recomenda a aplicação com um conjunto de agulha e seringa chamado de “baixo volume morto”, para ter o menor desperdício possível do líquido e os vacinadores conseguirem extrair todas as seis doses de cada frasco.
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