Indicadores de segurança no RS têm queda nos homicídios e alta nos latrocínios no primeiro semestre de 2021


Dados, divulgados pela Secretaria da Segurança Pública, foram comparados aos indicadores do mesmo período em 2020. Viatura da Polícia Civil estacionada em frente à sede da Secretaria da Segurança Pública, em Porto Alegre
Leandro Osório/Palácio Piratini/Divulgação
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) do Rio Grande do Sul divulgou, nesta quinta-feira (8), os indicadores criminais referentes ao primeiro trimestre do ano. O estado registrou queda de 18,5% nas ocorrências de homicídio na comparação entre 2020 e 2021. Entretanto, houve aumento de 13% nos casos de latrocínio no período.
Nos primeiros três meses de 2021, 402 pessoas foram vítimas de homicídio no estado. No mesmo período em 2020, 493 pessoas foram assassinadas.
Segundo a SSP, as ocorrências do tipo no primeiro trimestre são as menores desde 2008. Um ano antes, em 2007, foram 399 mortes violentas no período (veja o gráfico abaixo).
Em Porto Alegre, a queda no número de homicídios foi de 19,5%. No primeiro trimestre do ano passado, foram 82 vítimas do crime. Neste ano, foram 66.
Nas estatísticas de latrocínios, ou seja, roubo seguido de morte, houve um aumento de 15 casos, no primeiro trimestre do ano passado, para 17 neste ano (veja o gráfico abaixo).
A diretora do Departamento de Polícia Metropolitana da Polícia Civil, Adriana Regina da Costa, afirma que o latrocínio é um roubo “que acaba dando errado”. Conforme a delegada, a forma de reduzir as ocorrências do tipo é combater os crimes que originam as mortes.
“O autor tem a ideia de praticar um roubo de veículo ou um roubo a pedestre e, por algum fato aleatório, acaba matando essa vítima. O combate ao latrocínio é o combate efetivo desses crimes”, explicou.
Apenas em março, foram 10 ocorrências de latrocínio. Segundo a SSP, seis tiveram origem em roubos de veículos; três foram originados em roubos a residência, sendo que em dois há relação de parentesco entre vítima e autor; e um foi provocado por um roubo a pedestre, para subtração de valores recém recolhidos do caixa de uma empresa.
No último dia 17, por exemplo, um soldado da Brigada Militar foi vítima de um latrocínio em Gravataí. Dois irmãos e um terceiro suspeito de participação no crime foram presos.
Cristian da Rosa Oliveira, de 36 anos, foi encontrado dentro do próprio carro, em Gravataí
BM/Divulgação
Crimes patrimoniais
O roubo de veículos observou uma queda de 43,9% no primeiro trimestre de 2021 (1.500 casos), comparado com o mesmo período do ano passado (2.673 casos). Já são quatro anos seguidos de redução no indicador, que registrou o menor índice da série histórica de 20 anos (veja o gráfico abaixo).
Os roubos a transporte coletivo, no qual são somados crimes contra passageiros, motoristas e cobradores, também caíram no período. Neste ano, foram 311 casos, o menor registro da série histórica iniciada em 2012. O maior valor foi em 2015, com 1.789 casos. Entre janeiro e março de 2020, foram 350 ocorrências do tipo.
Os ataques a bancos tiveram alta de 14,3% na comparação entre os primeiros trimestres de 2020 e 2021. Foram 16 casos neste ano, frente aos 14 do período passado. Entretanto, número é 81,6% inferior ao pico da série histórica, iniciada em 2012, quando foram registrados 87 ocorrências do tipo.
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