Hospitais divulgam manifesto em apoio a restrições mais rígidas e alertam para 'situação de alto risco' da Covid no RS


Instituições afirmam que ‘doentes, de todas as idades, chegam em condições cada vez mais críticas, inclusive aqueles que internam em enfermarias’. Grupo fala também sobre as aglomerações no carnaval, que deverão repercutir no aumento de casos de coronavírus. Hospitais de Porto Alegre fazem nota em defesa do cumprimento de medidas da bandeira preta
Hospitais de Porto Alegre divulgaram um manifesto, na noite de domingo (21), apoiando medidas mais restritivas e alertando sobre a “situação de alto risco” que o Rio Grande do Sul está vivendo diante da pandemia de Covid-19.
O documento, assinado pelo Sindicato dos Hospitais e Clínicas de Porto Alegre (Sindihospa) e mais sete instituições, é direcionado ao governador Eduardo Leite.
No manifesto, o grupo informa que apoia as medidas apresentadas na última sexta-feira (19), pelo governo do RS, que restringem as atividades entre 22h e 5h em todas as regiões do estado. Conforme o decreto, é proibida a abertura para atendimento ao público de todo e qualquer estabelecimento durante este período.
“Estamos diante de uma situação de alto risco a toda a coletividade. Um cenário que exige, para os próximos dias, decisões duras, mas necessárias, a fim preservar o bem maior: a vida”, afirma a nota.
“A situação atual de lotação nos hospitais é a pior desde o início da pandemia. Os doentes, de todas as idades, chegam em condições cada vez mais críticas, inclusive aqueles que internam em enfermarias. Muitos destes têm necessitado de equipamentos de ventilação mecânica — itens não disponíveis em quantidade necessária”, informa o manifesto.
O documento fala ainda sobre as aglomerações registradas no feriado de carnaval, que deverão repercutir no aumento de casos de Covid-19 nas próximas semanas.
“Se isso ocorrer em grandes proporções e com os hospitais mantendo o cenário de superlotação – e nada indica uma mudança em curto prazo –, o resultado será grave. Se medidas rígidas de distanciamento social não forem tomadas, as consequências serão ainda mais complicadas”.
As instituições pedem também “o empenho do Governo do Estado em encontrar alternativas urgentes para a aquisição de vacinas que deem conta da imunização massiva e em alta velocidade da população, com o objetivo de aumentar os níveis de proteção e reduzir o número de novos casos da doença”.
“Esse conjunto de medidas, buscando controlar a questão sanitária e reequilibrar o sistema de saúde, é indispensável. Apenas assim a sociedade terá condições de se dedicar, de forma estável e continuada, à retomada da economia e da normalidade”, acrescenta a nota.
As outras instituições que assinaram o documento são: Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Grupo Hospitalar Conceição, Hospital Moinhos de Vento, Hospital São Lucas da PUCRS, Instituto de Cardiologia/Fundação Universitária de Cardiologia, Hospital Ernesto Dornelles e Rede de Saúde Divina Providência.
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Uma das instituições que assinou o manifesto foi o Hospital de Clínicas de Porto Alegre
Robson da Silveira SMS / PMPA
VÍDEOS: Bom Dia Rio Grande

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