Força-tarefa busca ampliar testagem do coronavírus e reduzir filas de postos em Porto Alegre

Mutirão reúne prefeitura, UFCSPA e Santa Casa. Objetivo é desafogar a busca por testes em postos de saúde superlotados. Mutirão amplia número de testes de Covid-19 em Porto Alegre
Uma parceria entre a Prefeitura de Porto Alegre, a Universidade Federal de Ciências da Saúde (UFCSPA) e a Santa Casa projeta uma força-tarefa para a ampliar a testagem de coronavírus na Capital. Um sistema de teleatendimento vai encaminhar as pessoas para fazerem os testes em drive-thru e evitar a procura em postos de saúde superlotados.
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A proposta de aumento da testagem tem como alvo principal os contactantes assintomáticos. São pessoas ainda sem sintomas de Covid-19, mas que conviveram com alguém em casa ou no trabalho que teve o exame positivo.
Os locais e horário ainda não foram definidos, mas a previsão é que iniciem na próxima terça-feira (9).
“Vão ter dois serviços. O primeiro serviço que vai entrar em funcionamento, vamos dizer assim, é esse de assintomáticos. Então, no meu domicílio, o meu pai testou positivo? As demais pessoas que estão assintomáticas devem ser testadas, porque é assim que a gente faz vigilância epidemiológica. É assim que a gente vai poder contornar essa pandemia”, diz a coordenadora do COE/UFCSPA e vice-coordenadora do curso de medicina Maria Eugênia Bresolin Pinto.
Os testes são considerados fundamentais para elaborar estratégias de combate à pandemia. Em julho de 2020, eram feitos cerca de 1 mil exames RT-PCR por dia. Atualmente, o número subiu para 8 mil.
A recomendação do técnico do Centro de Operações de Emergência (CEVS) Marcelo Vallandro é que a testagem seja feita após o terceiro dia dos sintomas. “Senão eu posso fazer um diagnóstico e dar o que a gente chama de falso negativo. A pessoa na verdade está com a doença, mas o exame vai dar negativo porque ainda é muito precoce”, afirma.
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Desde outubro, quando as centrais regionais de triagem começaram a funcionar, o testes são feitos em todas as cidades gaúchas. Em fevereiro, foram incluídos no sistema oficial de notificação 121 mil exames, que são analisados no Laboratório Central do Estado (Lacen) e em duas plataformas do Ministério da Saúde.
“Porto Alegre também tem um rede contratada de laboratórios, na qual eles fazem os exames e a gente também contabiliza. Nós temos também essas informações das farmácias que mandam, que devem notificar, e isso é bastante importante frisarmos”, reforça Vallandro.
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Quem procura a rede pública para fazer a testagem tem o resultado em até quatro dias. Mas o que preocupa as autoridades de saúde é o risco a que a população está exposta quando percorre unidades de prono-atendimento cada vez mais lotadas.
“Porto Alegre não tem falta de teste. O que nós estamos é ampliando espaços para facilitar a acessibilidade dessas pessoas a conseguir o teste e talvez evitar que precisem sair de casa, que possam ter um mecanismo de conseguir o pedido do teste e só sair para executar. Porque antes a pessoa tinha que seguir para uma unidade de saúde, passar por uma avaliação e depois ir em um outro local pra fazer o teste”, diz Fernando Ritter, coordenador da Vigilância de Saúde de Porto Alegre.
A ação vai mobilizar voluntários e profissionais da saúde. Mais de 400 pessoas se inscreveram nas primeiras 24 horas.
O objetivo, para mais adiante, é usar unidades móveis de testagem para que possam estar cada dia em um lugar da cidade.
“A gente tem pela frente quatro dias de muito trabalho. A gente tem que ajustar, tem que treinar as equipes que vão estar atendendo os telefones, que vão ser acadêmicos. Eles vão trabalhar das suas casas, ou seja, isso não vai precisar que eles circulem pela cidade pra fazer esse teleatendimento. Isso facilita muito hoje com a tecnologia. A gente tem que usar a tecnologia a nosso favor”, completa a coordenadora.
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