'É gaúcho?', diz papa Francisco sobre chimarrão oferecido por argentino; veja diferença entre o mate dos dois países


Bebida foi feita com erva plantada em Encantado, no interior do Rio Grande do Sul. Seminarista argentino brinca, dizendo que mate é da América Latina (e que Maradona é maior que Pelé). Papa Francisco recebe chimarrão e pergunta: ‘Este é gaúcho?’
O papa Francisco protagonizou mais uma brincadeira com o Brasil, nesta quarta-feira (26), no Vaticano. Depois de falar que os brasileiros não tinham salvação por beber “muita cachaça” e orar pouco, o pontífice questionou se um chimarrão oferecido por um seminarista era do Rio Grande do Sul. Veja o vídeo acima.
“Este é gaúcho?”, perguntou.
O G1 fez a mesma pergunta ao autor do vídeo, o seminarista argentino Braian Pérez, que ofereceu a bebida ao papa. Bem humorado, como o conterrâneo, Peréz provocou os brasileiros.
“É da pátria grande, que é a América Latina! Igual Maradona, maior do que Pelé”, brincou.
Papa Francisco bebe mate entregue por argentino no Vaticano
Braian Pérez/Arquivo pessoal
Apesar de preparado conforme as tradições do país vizinho, o chimarrão foi feito com uma erva de marca uruguaia, cuja matéria-prima é cultivada em Encantado, no interior do RS. A cidade, inclusive, pretende convidar o papa Francisco para a inauguração da estátua de Cristo, prevista para o final do ano.
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Acostumado com o mate, o argentino Francisco não foi o único papa a tomar chimarrão. Em 1980, João Paulo II provou a bebida em Porto Alegre.
Papa João Paulo II prova chimarrão, em Porto Alegre, no ano de 1980
Reprodução/RBS TV
Diferença entre os mates
O diretor do Instituto Escola do Chimarrão, Pedro Schwengber, explica a diferença entre os mates brasileiro e argentino. Segundo o especialista, a erva do país vizinho é mais amarga.
“Eles colhem a erva, desidratam, deixam ela estacionada de 12 a 24 meses, para, só depois, triturar, embalar e ir para o mercado. A nossa erva é colhida, desidratada, triturada, socada, embalada e vai para o mercado. A diferença é que, em 72h, a erva que estava na lavoura já está na nossa casa”, explicou.
Schwengber relata que o consumidor brasileiro prefere o mate mais verde. Já os argentinos reclamam que a erva brasileira tem muito pó.
“Eles gostam mais com partículas de folha”, comentou.
Outra diferença, aponta o especialista, é no formato da cuia. As utilizadas em países como Argentina, Uruguai e Chile são menores, mais arredondadas e, muitas vezes, sem o “pescoço”, curva no topo do reservatório.
O chimarrão é feito com folhas de Ilex paraguariensis. Além da bebida quente do Rio Grande do Sul, a erva é base para a produção de chá mate e tereré.
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