Começa júri de homem acusado de matar a cunhada em Cachoeirinha


Caso ocorreu em setembro de 2018. Evandro Ferreira responde pelos crimes de homicídio duplamente qualificado e ocultação de cadáver. Elaine Silva da Silva foi morta pelo cunhado, Evandro Ferreira, em setembro de 2018
Janete Silva/Arquivo Pessoal
O júri do homem acusado de matar a cunhada, na cidade de Cachoeirinha, Região Metropolitana de Porto Alegre, começou, na manhã desta terça-feira (9). Evandro Ferreira, de 44 anos, responde pelos crimes de homicídio duplamente qualificado, com os agravantes de feminicídio e emprego de asfixia, e ocultação de cadáver.
O julgamento popular é presidido pelo juiz Bruno Jacoby de Lamare, da 1ª Vara Criminal de Cachoeirinha. A sessão prevê o depoimento de duas testemunhas de acusação e três de defesa.
O promotor Marcelo Bertussi, do Ministério Público, representa a acusação no júri. Já o réu é defendido pelos advogados Tatiana Bersagui e Pedro Corrêa. O G1 tenta contato com a defesa.
O assassinato ocorreu no dia 11 setembro de 2018. A vítima, Elaine Silva da Silva, de 52 anos, foi encontrada morta em um matagal na cidade de Gravataí dois dias depois. O acusado confessou o o homicídio em depoimento à polícia e disse ter tido um caso com a cunhada.
O Código Penal prevê pena de 12 a 30 anos de reclusão em casos de homicídio qualificado. Já a ocultação de cadáver tem pena de um a três anos de prisão e multa.
Detalhes do crime
Evandro e Elaine desapareceram no dia 11 de setembro de 2018, em Cachoeirinha. Dois dias depois, o corpo da vítima foi encontrado em Gravataí.
No dia 15, o suspeito foi preso em um hotel de Cruz Alta, Noroeste do Rio Grande do Sul, usando nome falso.
No dia 24, o suspeito confessou o crime em depoimento ao delegado Leonel Baldasso. Evandro afirmou que teve um caso com a cunhada e, após uma desavença, matou Elaine por asfixia.
Homem preso por morte de cunhada em Cachoeirinha confessa crime, diz delegado
O homem levou o corpo, de carro, para um motel. No local, lavou o veículo e seguiu para o matagal onde deixou a vítima.
Evandro era metalúrgico de profissão e trabalhava como instrutor de dança. O acusado não tinha antecedentes criminais. De acordo com a polícia, o réu agiu sozinho.
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