Com novas remessas de vacinas previstas, RS pretende avançar na imunização de pessoas com comorbidades a partir dos 33 anos


Novos lotes de vacinas devem concluir também vacinação de gestantes e puérperas e pessoas com deficiência permanente cadastradas no Benefício de Prestação Continuada (BPC). Arita Bergmann em reunião com os municípios gaúchos
Marília Bissigo/Divulgação SES
A Secretaria Estadual de Saúde (SES) definiu em reunião, nesta quinta-feira (6), com os municípios, a estratégia para os próximos dias de vacinação contra a Covid-19 no estado. Com as novas remessas de vacinas previstas, o RS pretende avançar na imunização de pessoas com comorbidades a partir dos 33 anos.
O governo informou que está programado o recebimento de 69.030 vacinas da Pfizer/Biontech para a próxima segunda-feira (10). Elas serão utilizadas somente em Porto Alegre.
O planejamento é utilizar a remessa da Pfizer, juntamente com as 243,4 mil doses da vacina AstraZeneca/Oxford que chegaram ao RS na quinta-feira para concluir a vacinação de todas as gestantes e puérperas (mulheres que deram à luz há até 45 dias) maiores de 18 anos, todas as pessoas com deficiência permanente cadastradas no Benefício de Prestação Continuada (BPC) maiores de 18 anos, e pessoas com comorbidade de 33 anos ou mais.
Os municípios que alcançarem todas as pessoas dos grupos elencados poderão abrir a campanha de vacinação para as pessoas com comorbidade com 32 anos, e depois com 31, e assim progressivamente.
Segundo o governo, já foram entregues aos municípios gaúchos doses suficientes para vacinar todas as pessoas com síndrome de down maiores de 18 anos e pacientes renais que fazem tratamento por diálise maiores de 18 anos, além de grávidas e puérperas com alguma comorbidade maiores de 18 anos, pessoas com comorbidades de 40 anos ou mais e pessoas com deficiência permanente cadastradas no BPC de 40 anos ou mais.
Também já se vacinaram, com pelo menos uma dose de vacina contra a Covid-19, os idosos, os trabalhadores de saúde, povos indígenas, quilombolas e ribeirinhas, pessoas com deficiência institucionalizadas e força de salvamento e segurança trabalhando diretamente no combate à pandemia.
Estoque e prioridades
Durante a reunião, a secretária da Saúde, Arita Bergmann, reforçou que os gestores municipais não devem guardar vacinas da Coronavac em estoque, mas, sim, utilizar tudo que possuem para a aplicação da segunda dose em quem recebeu a primeira há 28 dias ou mais.
Atualmente, quase a totalidade dos municípios enfrenta atrasos na aplicação da 2ª dose da vacina. No estado, são 432.930 pessoas que já deveriam ter completado o esquema vacinal.
“Não podemos é deixar doses paradas”, salientou Arita.
Arita também ressaltou que os municípios não devem, por conta própria, desobedecer a fila de grupos prioritários definida pela Ministério da Saúde, passando outras pessoas à frente.
“Todos merecem vacina, ninguém é mais importante que os outros, mas precisamos, juntos, priorizar a vacinação de quem está mais exposto à complicações, internações e óbitos. Ao proteger uma gestante, estamos protegendo duas vidas”, diz.
Frascos das vacinas de Oxford, CoronaVac e Pfizer
Cristine Rochol/PMPA
Distribuição
As doses da vacina de Oxford/AstraZeneca recebidas pelo estado serão entregues às 18 Coordenadorias Regionais de Saúde (CRSs) e aos municípios próximos à Capital por via terrestre na tarde desta sexta-feira (7).
Já as vacinas da Pfizer/Biontech serão utilizadas, novamente, apenas em Porto Alegre. Elas ficam na Capital por questões de logística e armazenamento, uma vez que devem ser conservadas congeladas em superfreezers que atinjam a temperatura de -80ºC.
Na segunda, elas serão distribuídas aos postos de saúde para aplicação imediata de 35.837 doses. As 33.193 doses restantes serão mantidas em superfreezers emprestados pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-RS), até a próxima distribuição.
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