Cemitério de Porto Alegre constrói usina de energia solar


Com alta capacidade, estrutura vai abastecer prédios de instituição. Segundo fabricante, economia de energia pode chegar a 95%. Placas de luz solar devem ser instaladas ainda neste ano para alimentar uma série de entidades
Reprodução/RBS TV
O telhado do Cemitério João XXIII, em Porto Alegre, deve receber placas de geração de energia solar, que irão garantir alta produção por 30 anos. Segundo a empresa responsável pelo projeto, será a maior usina solar da Capital.
São 2,3 mil placas de silício, que captam e transformam a luz do sol em energia.
O engenheiro responsável pela instalação, Marcus Purper, dá um exemplo da capacidade de produção. “Vai ter um megawatt de potência. Isso é o suficiente para abastecer 450 residências pequenas aqui em Porto Alegre”, afirma.
A energia vai abastecer as sete unidades e os projetos sociais da Associação Cristã de Moços (ACM) do RS, da qual o cemitério faz parte e que é a responsável pelo investimento, como diz a presidente da entidade, Daniela Colussi.
“É energia para abastecer, além do próprio Cemitério João XXIII e também o nosso colégio ACM, nosso complexo esportivo, ao lado do colégio, nossos cursos técnicos no Centro e mais nossos três projetos sociais, na Restinga, Morro Cruzeiro e Santana”.
Ainda sobra cerca de 30% da energia, que volta para a rede e se torna crédito para a instituição.
A produção de energia limpa pela usina deve começar até a metade do ano. Segundo a fabricante, a economia pode chegar até 95%.
Placas transformam luz solar em energia
Reprodução/RBS TV
RS: 2º que mais produz energia solar
O Rio Grande do Sul é o segundo estado que mais produz energia solar no Brasil, ficando apenas atrás de Minas Gerais.
A fonte de energia renovável apresenta crescimento, mas ainda é muito pequena no Brasil. Somando todas as usinas fotovoltaicas, a produção é de apenas a metade do que gera a hidrelétrica de Itaipu.
Para a professora Izete Zanesco, coordenadora do Núcleo de Tecnologia em Energia Solar da PUCRS, o Brasil está crescendo rápido demais e tem pontos positivos e negativos.
“O percentual de sistema fotovoltaico ainda é muito baixa, é da ordem de 1 a 2%. Só que vamos olhar pro futuro, olhar adiante. Tem previsões que chegue até 40% da potência instalada no Brasil em 2050”, diz a professora.
Quem desejar instalar as placas de energia solar, os clientes precisam contratar empresas com boa reputação no mercado, tanto para fazer o projeto quanto para instalar os equipamentos, na maioria importados.
“O que vejo que falta no Brasil são dois pontos importantes: indústria, temos que ter incentivo para a produção de células solares, conversores e também na formação de recursos humanos. Porque é fácil instalar, mas se todos os componentes não forem manuseados com a qualidade necessária, nós vamos coletar os problemas em quatro ou cinco anos”, diz a especialista.
A professora afirma que o país precisa investir na qualificação de mão de obra, além de aumentar o número de indústrias produtoras de equipamento para essas usinas, que no Brasil ainda não passam de dez.
A empresa que instalará a usina no cemitério está no mercado há 10 anos. Ele importa os painéis solares e, mesmo durante a pandemia e com o dólar em alta, viu a venda dobrar. Isso porque os equipamentos podem fazer a conta de luz baixar até 95%.
“O projeto da ACM está sendo dimensionado para se pagar em 4 ou 5 anos, mas uma residência é menos tempo, porque a energia é mais cara. Então o valor do retorno mensal e o projeto se paga mais rápido”, garante o engenheiro.
Veja vídeos do Jornal do Almoço

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