Ambulatórios especializados ajudam pacientes na recuperação de sequelas da Covid no RS


Instituições oferecem tratamento para problemas físicos e respiratórios desenvolvidos pela doença. Segundo a OMS, uma em cada 10 pessoas pode continuar doente até três meses depois dos primeiros sintomas do coronavírus. Rio Grande do Sul abre ambulatórios para tratar sequelas de pacientes curados da Covid
Ambulatórios especializados no Rio Grande do Sul estão ajudando pacientes a superarem os efeitos a longo prazo da Covid-19. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma em cada 10 pessoas pode continuar doente até três meses depois dos primeiros sintomas da doença.
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Visando o tratamento das sequelas físicas e respiratórias, os Hospitais São Lucas da PUC-RS, Clínicas e Mãe de Deus, de Porto Alegre, já possuem espaços específicos para o tratamento. No Clínicas, o tratamento é feito pelo SUS. Já nos outros dois é através de convênio.
“Por afetar a parte motora, por afetar a parte muscular, os pacientes ficam muito tempo em cima de uma cama, sem poder se exercitar, ter atividades mais corriqueiras dentro de casa. certamente muitos desses casos vão precisar de acompanhamento por muitos anos”, diz o diretor técnico do Hospital São Lucas, Saulo Gomes Bornhorst.
A cozinheira Rosângela da Silva tinha dificuldades para caminhar quando procurou o Centro de Reabilitação do hospital. Foram dois meses de exercícios até voltar à rotina.
“Eu não ia conseguir me recuperar, porque eu não conseguia dar um passo. A fisioterapia foi essencial no meu caso”, conta.
No Hospital Mãe de Deus, um ambulatório com diversas especialidades médicas foi aberto para auxiliar pacientes no tratamento da doença.
“Muitas vezes a pessoa termina seu período de isolamento, termina o período onde deveria voltar ao trabalho, às atividades, mas quando volta não está plenamente recuperada e não consegue voltar como deveria voltar, então precisa cada vez mais ter esse atendimento”, diz a coordenadora de Medicina Hospital do Mãe de Deus, Helen Valentin.
No Hospital de Clínicas, um ambulatório onde são atendidos pacientes com doenças ligadas ao trabalho está sendo usado para atender pessoas que precisam de acompanhamento após a recuperação da Covid.
“Nós precisamos estar preparados para reinserir essas pessoas na sociedade para poderem viver com suas famílias. Vai ser um outro esforço, uma outra necessidade, ainda não atendida, e certamente ainda não organizada nos grandes centros”, diz a diretora-presidente do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, Nadine Clausell.
Segundo a Secretaria de Saúde de Porto Alegre, pessoas com sequelas da doença tem o apoio das quase 140 unidades de saúde. Para casos mais graves, é feito o encaminhamento para a rede hospitalar.
Em Passo Fundo, no Norte do estado, o atendimento é feito gratuitamente por alunos e professores de Fisioterapia da Universidade de Passo Fundo, de segunda a quinta-feira, pela manhã. O contato é (54) 3316-8495.
Em Xangri-Lá, no Litoral Norte, a prefeitura abriu um ambulatório para reabilitação pós-Covid. Os procedimentos podem ser marcados de segunda a sexta-feira. Mais informações pelo telefone (51) 3689-0600.
Em Pelotas, no Sul, pessoas com sintomas persistentes de Covid podem procurar a reabilitação gratuita da Escola de Terapia Ocupacional da UFPel pelo telefone (53) 3284-3286.
Em Canoas, na Região Metropolitana de Porto Alegre, a prefeitura prevê ainda para o mês de maio a inauguração do Ambulatório Pós-Covid da cidade. O serviçovai funcionar no Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), e será dedicado ao atendimento de pacientes que tiveram Covid-19 e ficaram com sequelas da doença.
O serviço, com atendimento multidisciplinar, será destinado a casos de pacientes adultos que passaram por internação, em UTIs Covid ou leitos clínicos, e permanecem com sintomas após a infecção pelo novo coronavírus.
Também poderão ser atendidos pacientes encaminhados pelas unidades básicas de saúde que não chegaram a precisar de internação, mas que também apresentam complicações no pós-Covid. A equipe incluirá neurologistas, cardiologistas, pneumologistas e fisioterapeutas, entre outros profissionais. O acompanhamento deve durar até seis meses, período que pode se estender caso haja necessidade.
Ambulatórios oferecem atendimento para pacientes com sequelas da Covid-19
Reprodução / RBS TV
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