Acusado de matar cunhada em Cachoeirinha é condenado a 13 anos e meio de prisão


Crime ocorreu em setembro de 2018. Segundo o Tribunal de Justiça, Evandro Ferreira confessou à polícia ter matado Elaine Silva da Silva. Evandro Ferreira confessou ter matado Elaine Silva da Silva
Janete Silva/Arquivo Pessoal
Evandro Ferreira, acusado de matar a cunhada, Elaine Silva da Silva, em setembro de 2018, foi condenado, em julgamento na terça-feira (9), a 13 anos e 6 meses de prisão pelo crime de homicídio duplamente qualificado (feminicídio e asfixia) e ocultação de cadáver. O júri ocorreu em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre.
A condenação cabe recurso ao TJRS. Ferreira é defendido pelos advogados Tatiana Bersagui e Pedro Corrêa. Ao G1, Corrêa informou que o recurso foi interposto no Plenário logo após o julgamento.
“Iremos conversar com o cliente para decidir se manteremos o recurso e veremos a entrega das razões ou não, podendo haver a desistência do recurso. No entanto, temos o entendimento que o julgamento foi contrário a prova dos autos, uma vez que o laudo de necropsia deixa claro que pela anatomia do crime não existiu o dolo e a intenção de matar”, afirma o advogado.
“Como também o número excessivo de mulheres, digo seis e somente um homem, foi muito explorado pela acusação e interferiu no julgamento. Além do tempo de mais de 10 anos do promotor atuando em Cachoeirinha gerou um excesso de confiança e um grau de intimidade pelos jurados que não é saudável para o julgamento”, acrescenta a defesa.
Elaine e Evandro desapareceram em 11 de setembro de 2018. Ela trabalhava em uma revenda de carros, mas, naquele dia, não apareceu. Ferreira costumava dar carona à cunhada e também não foi localizado pela família.
O corpo da vítima foi encontrado dois dias depois, em um matagal em Morungava, em Gravataí, ao lado do carro dele. A causa da morte foi asfixia.
De acordo com o Tribunal de Justiça, Ferreira confessou o crime à Polícia Civil. Ele foi localizado dias depois e foi preso em um hotel em Cruz Alta.
Segundo o réu, os dois mantinham um relacionamento extraconjugal e, naquela manhã, tiveram uma discussão.
Ferreira era metalúrgico de profissão e trabalhava como instrutor de dança. O acusado não tinha antecedentes criminais. De acordo com a polícia, o réu agiu sozinho.
O julgamento durou cerca de 12 horas e foi presidido pelo Juiz de Direito Bruno Jacoby de Lamare, titular da 1ª Vara Criminal.
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