26% das pessoas em situação de rua em Porto Alegre estão há menos de um ano sem moradia, diz levantamento de ONG


Voluntários do projeto ‘Centro Social da Rua’ ouviram 805 pessoas que vivem nas ruas da Capital. Segundo estimativa da prefeitura, número total ultrapassa a marca de 3,8 mil, um aumento de quase 40%. Número de moradores em situação de rua aumenta em Porto Alegre
O aumento do número de pessoas em situação de rua em Porto Alegre é mais uma das consequências causadas pela pandemia do coronavírus, apontou um levantamento da ONG Centro Social da Rua.
De acordo com a pesquisa, realizada nos dias 12 e 13 de dezembro de 2020, 26,9% da população em situação de rua tinha um local para morar há até um ano antes do estudo. Ao todo, 805 pessoas da Capital foram entrevistadas por voluntários.
19,7% foram morar na rua após o início da pandemia;
6,1% são idosos;
19,9% não têm documentos.
0,8% declararam nunca terem sido registrados;
40% não receberam nenhum auxílio do governo;
33,2% recebiam Auxílio Emergencial;
36,5% fizeram teste para Covid-19;
26,1% tiveram Covid-19 ou conhecem alguém que teve.
Pesquisa da ONG ouviu 805 pessoas que vivem em situação de rua em Porto Alegre
ONG Centro Social da Rua/Divulgação
Segundo estimativa da prefeitura de Porto Alegre, o número de pessoas morando nas ruas da Capital passou de 3,8 mil no último ano, um aumento de 38% em relação a 2019.
O desemprego é apontado como uma das principais causas desse aumento da população em situação de rua.
“A predominância da população de rua são de homens, entre 20-25 anos e 45 anos. Ou seja, estão no auge da sua potência pro trabalho mas não encontram colocação”.
“E também temos diagnóstico de muitas pessoas com agravamento em função do uso de álcool, de substância psicoativas, desorganização familiar, de desestruturação da família em razão do desemprego. Algumas questões de saúde mental agravadas realmente. Essa é a população que está na rua e que a pandemia as trouxe em maior número”, afirma a presidente da Fundação de Assistência Social e Cidadania de Porto Alegre, Cátia Lara Martins.
Durante a pandemia, locais que funcionam como centro de orientação para essa população na busca por albergues, requisição de benefícios sociais e na execução de currículos, passou também a orientar sobre a prevenção da doença e vacinação.
“Pessoas que antes conseguiam se organizar pra pagar um aluguel, pra ter suas segurança de renda, hoje não tem mais. Então precisam contar com um atendimento e encaminhamento a benefícios através da equipe pra poder ter um local de moradia”, diz a coordenadora de abordagem social, Maluany Borges de Lorena.
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