Para aliados do governo, maior desafio de Ciro Nogueira será o de ‘moderar o tom’ de Bolsonaro

Alçado ao posto de ministro-chefe da Casa Civil, o senador Ciro Nogueira (PP-PI) assume a principal pasta do governo com as missões de melhorar a articulação política da gestão Bolsonaro e destensionar as relações com o Supremo Tribunal Federal (STF). O presidente nacional do Progressistas, expoente do Centrão, também chega ao primeiro escalão ministerial no momento em que a CPI da Covid-19 avança contra o Palácio do Planalto, que também conta com a aprovação do advogado-geral da União, André Mendonça, indicado à Suprema Corte para a vaga do ministro Marco Aurélio Mello. No entanto, para aliados do presidente da República, o maior desafio do parlamentar será o de “moderar o tom” do chefe do Executivo federal.

Como a Jovem Pan mostrou, lideranças governistas afirmam que a ida de Ciro Nogueira para a Casa Civil “fortalece a sensibilidade para a agenda política e o olhar para o Parlamento”. “A nomeação fortalece a sensibilidade para a agenda política e o olhar para o Parlamento. Ciro empresta qualidade, leitura política maior, dá sustentação política”, diz o senador Eduardo Gomes (MDB-TO), líder do governo no Congresso. A avaliação é endossada por parlamentares do PP, correligionários de Nogueira, ouvidos pela reportagem. Para estes congressistas, o general Luiz Eduardo Ramos, que ocupava a pasta antes da reforma ministerial, não tinha “jogo de cintura” e, em razão disso, acumulou desgastes, sobretudo, no período em que comandou a Secretaria de Governo (Segov), responsável pela articulação política. “Agora o governo entrega a política para um político profissional”, resumiu, sob reserva, um integrante do Centrão.

Para aliados do presidente da República, porém, a moderação do tom do governo dependerá mais de Bolsonaro do que de Ciro. Quando tomou posse como ministro das Comunicações, em junho de 2020, o então deputado Fábio Faria, tido como político moderado e com bom trânsito no Congresso, assumiu com a missão de impor um tom conciliador ao chefe do Executivo federal. Desde então, Bolsonaro manteve o embate com governadores, colocou em xeque a eficácia das vacinas, em especial a CoronaVac, desenvolvida pelo Instituto Butantan, ligado ao governo do Estado de São Paulo, e, agora, entrou em rota de colisão com o ministro Luís Roberto Barroso, que preside o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) – nas últimas semanas, o mandatário do país tem afirmado que as urnas eletrônicas podem ser fraudadas. Os parlamentares vislumbram o mesmo cenário para Ciro Nogueira: o presidente do Progressistas não irá chancelar “arroubos autoritários”, mas não tem o poder de controlar as declarações públicas de Bolsonaro.

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