O Doutor Marco Fortes explica se a prostatectomia robótica muda o tamanho ou comprimento do pênis

Uma pesquisa da revista Urology mostrou que o tratamento do câncer de próstata pode reduzir o tamanho do pênis. O estudo foi conduzido com 948 homens, após médicos receberem reclamações de pacientes que relataram que seus pênis ficaram menores após receberem tratamento contra o câncer. Na pesquisa, 2,63% dos homens reclamam desse problema. O Mestre e Doutor em urologia Marco Fortes relata que as queixas mais comuns vieram de pacientes submetidos à prostatectomia radical, remoção cirúrgica da próstata, ou drogas bloqueadoras de hormônios masculinos combinadas com radioterapia. Acredita-se que a prostatectomia danifica os nervos e tecidos responsáveis ​​pela ereção, razão pela qual o tamanho do pênis diminui durante a ereção. O estudo não analisou mudanças no comportamento sexual dos pacientes, mas sabe-se que o tratamento do câncer de próstata aumenta o risco de disfunção erétil.

Em 2020, o Inca (Instituto Nacional do Câncer) registrou cerca de 65.840 novos casos de câncer de próstata no Brasil. Se diagnosticado precocemente, a chance de cura da doença é alta, chegando a 70%. Homens com câncer de próstata e médicos responsáveis ​​pelo tratamento estão bem preocupados com a impotência sexual (disfunção erétil), que é uma das duas consequências pós-operatórias mais comuns. Outra complicação pode ser a incontinência urinária, que pode ser corrigida após alguns meses.

Para alguns pacientes, encarar a impotência sexual é pior do que ter o próprio tumor, pois quando o encurtamento do pênis ocorre, realmente afeta o paciente e sua qualidade de vida, sendo um dos poucos cânceres em que pacientes têm terapias a disposição para aprender a lidar com possíveis efeitos colaterais. O Doutor Marco Antonio Quesada Ribeiro Fortes diz que apesar de não existir uma explicação clara e científica para isso até o momento, mas estudos sugerem que isso pode ser em decorrência de uma maior predisposição à avaliar e observar a região genital após a cirurgia, levando ao cérebro informações visuais de tamanho e auto avaliação que não eram computadas de forma consciente antes da cirurgia.

Em linhas gerais, o protocolo sugere que, logo após a cirurgia, o paciente passe por um programa de reabilitação sexual. Na primeira etapa são prescritos medicamentos orais, que têm por função promover e facilitar a comunicação entre o cérebro e o pênis. Se em um ano não houver resultado satisfatório, o médico indica a terapia injetável. Se não houver resultado satisfatório no período de um ano, o médico recomenda a terapia com injeção. Entre eles, uma injeção de substância vasodilatadora é injetada diretamente no pênis, e a ereção é imediata. Por fim, se o problema persistir, o Doutor Marco Fortes recomenda para o paciente uma prótese peniana, mas neste caso, é definitiva e irreversível.

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