Cirurgia robótica: como é feita e qual sua funcionalidade

Como a cirurgia robótica está na vanguarda da precisão no campo da cirurgia, as possíveis aplicações são tão extensas quanto os usos da cirurgia minimamente invasiva. Segundo o Doutor Marco Antonio Quesada Ribeiro Fortes, atualmente, a cirurgia robótica é o que há de mais indicado, principalmente nos casos de procedimentos muito delicados, por isso já se tornou uma opção bem-sucedida em procedimentos neurológicos, urológicos, ginecológicos, cardiotorácicos e numerosos procedimentos cirúrgicos gerais.

A verdadeira vantagem da cirurgia robótica é sua precisão. Hoje, é realizado por um cirurgião em um console na mesma sala de cirurgia que o paciente e o braço robótico. O campo de visão do cirurgião é tridimensional, muito bom e superior ao da laparoscopia. Esses instrumentos são muito precisos e seus movimentos são semelhantes aos das mãos humanas (Endowrist), só que sem tremores ou cansaço.

Esses fatos trazem vantagens à cirurgia laparoscópica e, portanto, são indicados para a realização de operações complexas e difíceis de serem realizadas por laparoscopia. Para os cirurgiões, a ergonomia apresenta grandes vantagens.Trabalha sentado, relaxado, com a fronte apoiada no visor do console. Se o médico retirar a cabeça do console, os braços do robô param de funcionar imediatamente, o que permite uma pequena pausa para exames ou discussão do caso com outros colegas. Porém, vale ressaltar a necessidade de médicos e profissionais técnicos altamente capacitados para o uso da técnica robótica e aptos a executar a técnica convencional se ocorrer qualquer falha mecânica ou humana durante o procedimento operatório.

O Mestre e Doutor em urologia Marcos Antonio Quesada Ribeiro Fortes relata que além da facilidade, a recuperação após o procedimento cirúrgico é uma das maiores entre os pacientes. Por isso, o sistema robótico tem possibilitado aos pacientes alternativas positivas para o tratamento, de maior eficiência quando comparada com os métodos tradicionais, cortes menores, menos dor e desconforto no pós-operatório, diminuição da perda de sangue e hemorragias durante a cirurgia, possibilitando ao paciente um retorno mais rápido às atividades do dia a dia.

Portanto, o robô trouxe ergonomia para o médico, que consegue realizar movimentos com os braços robóticos impossíveis de serem reproduzidos por mãos humanas, portanto, a remoção do contato humano durante a cirurgia pode ser levada ao próximo nível, com sistemas de cirurgia robótica capazes de funcionar a maiores distâncias entre o console de controle do cirurgião e a robótica da mesa do lado do paciente.

Isso permitiria a cirurgia robótica com pacientes em uma “sala limpa” próxima, reduzindo ou eliminando a infecção intraoperatória. O Doutor Marco Antonio Quesada Ribeiro Fortes acredita que é possível que a robótica médica de próxima geração e a cirurgia robótica também realizem remotamente o trabalho de preparação cirúrgica.

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