A história e os lugares do Bixiga: a cidade dos italianos

Fundado por imigrantes italianos em 1878, o Bixiga é um dos bairros mais tradicionais de São Paulo, afirma Rafael Libman, apaixonado por lugares e suas respectivas histórias. O bairro conta com um repertório cultural e histórico extenso e ainda hoje abriga traços da cultura italiana que levam milhares de pessoas aos seus bares e restaurantes e programações culturais.

Tudo iniciou-se em 1878, quando uma parte da enorme extensão de terra que pertencia ao portugues Antonio José Leite Braga foi doada para a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia para a construção de um hospital, dessa forma, em 1º de outubro do mesmo ano, D.Pedro II formalizou a doação na região que de Chácara do Bexiga, passou a ser Bairro do Bexiga; o monarca inaugurou a construção do hospital, mas por falta de recursos não foi construído.

Posteriormente, a Chácara do Bexiga, passa a se chamar o bairro do Bixiga, bem como os italianos pronunciavam. A imigração italiana aconteceu num contexto de guerras na Europa, ressalta Rafael Libman. Ademais, com o fim da escravidão o Brasil precisava de mão-de-obra. Os imigrantes perceberam na cidade uma melhor qualidade de vida e os terrenos na região estavam mais acessíveis a compra, foi assim que surgiu uma das maiores colônias de italianos na capital.

Acerca do nome Bexiga existem algumas teorias, mas as principais são: a primeira é em relação ao surto de varíola que houve no local e a segunda é que foi uma homenagem ao Antonio Bexiga, figura muito importante e dono de muitas terras. O nome Bixiga, além de ser a forma como os italianos pronunciam, é uma forma de tirar o estigma da doença na região.

O bairro comemora todos os anos, em todos os finais de semana do mês de agosto, a Festa de Nossa Senhora Achiropita. Celebrada desde o ano de 1926, a festa reúne milhares de pessoas todos os anos e todo o dinheiro arrecadado é revertido em benécias à Paróquia da Santa. É uma festa sem fim, a culinária e a cultura estão presentes em cada detalhe do festejo, conta Rafael Libman.

Há no bairro uma infinidade de atrações, desde restaurantes típicos italianos, a bares e baladas. É uma mistura de religiosidade e boemia encontrados em um só lugar. Há teatros e museus, cafés e aos domingos tem a Feira de Antiguidades, além disso, o bairro é berço da tradicional escola de samba Vai-Vai.

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