Em debate na Jovem Pan, João Capobianco diz que Salles não tem capacidade para o ocupar o cargo; ministro rebate

O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, disse nesta quinta-feira, 08, que a revogação de resoluções pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente, incluindo mudanças em normas de proteção a mangues, já vinha sendo discutida havia anos, mas só agora o impasse foi resolvido. Em debate acalorado com o biólogo e socioambientalista João Paulo Capobianco na Jovem Pan, Salles defendeu que todas as legislações precisam estar em “permanente evolução”. “Desde 2014 e 2015 que grupos de trabalho no âmbito do ministério já haviam decidido por recomendar a revogação dessas resoluções. Então já havia consenso nos grupos de trabalho. Nós simplesmente demos andamento ao que deveria ter sido feito no passado.”

Ricardo Salles reforçou que a revogação das resoluções do Conama foi amplamente debatida. João Paulo Capobianco rebateu, dizendo que apenas sete pessoas participaram da decisão, sem debate em câmera técnica. “A legislação deve ser aprimorada, mas não para ser menos restritiva. Então o que está fazendo é utilizando sistemas acelerados de aprovação para, como ele já disse, passar a boiada.”

“Infelizmente esse indivíduo desrespeita o cargo”, disse Capobianco, afirmou que o ministro não tem capacidade para o ocupar sua posição no ministério, e Salles rebateu. “Vocês foram a desgraça ambiental, viajaram o mundo inteiro falando essa questão ambiental enquanto a Amazônia foi deixada para trás”, rebateu o ministro. “Quem é que está criando inúmeras barreiras para o Brasil? É a sua gestão irresponsável”, argumentou o biólogo.

Pelas redes sociais, o ex-comandante do Exército, general Villas Boas, defendeu Salles, dizendo que Capobianco fez mal ao Brasil ao colocar órgãos do governo ao serviço de ONGs. Em parecer ao Supremo Tribunal Federal (STF), a Advocacia-Geral da União negou nesta quinta-feira que tenha havido omissão do governo federal na política ambiental para a Amazônia e o Pantanal. Uma ação da Rede Sustentabilidade questiona a atuação da União e estados em relação ao meio ambiente e pede que o Supremo Tribunal Federal (STF) ordene medidas de prevenção.

*Com informações da repórter Letícia Santini

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