Dólar cai com expectativa pelo futuro dos juros no Brasil e nos EUA; Ibovespa avança

Os principais indicadores do mercado financeiro fecharam no campo positivo nesta segunda-feira, 26, com a expectativa pelo futuro dos juros no Brasil e nos Estados Unidos. Investidores também mantém no radar os movimentos políticos em Brasília com a troca de cadeiras nos ministérios e a disseminação da variante Delta da Covid-19. O dólar abriu a semana com queda de 0,70%, cotado a R$ 5,174. O câmbio chegou a bater a máxima de R$ 5,230, enquanto a mínima não passou de R$ 5,153. A divisa norte-americana encerrou a semana passada com queda de 0,05%, a R$ 5,211. Seguindo o otimismo internacional, o Ibovespa, referência da Bolsa de Valores brasileira, encerrou o dia com alta de 0,76%, aos 126.076 pontos. O pregão de sexta-feira, 23, fechou com queda de 0,87%, aos 125.052 pontos.

Mercados em todo o mundo começam a analisar os sinais que antecedem a reunião do Federal Reserve (Fed), o Banco Central dos Estados Unidos, que nesta quarta-feira, 28, volta a debater os juros e a inflação. Apesar do presidente da entidade, Jerome Powell, ter reforçado que a política de estímulos deve ser mantida com a compra de títulos públicos e as taxas de juros em níveis mínimos, o clima deve se manter volátil nos próximos dias. Também no cenário internacional, investidores seguem acompanhando o aumento do número de infecções com a disseminação da variante Delta da Covid-19. O temor dos mercados é que a elevação nos índices de contaminação reflita no retorno das medidas de isolamento social e a desaceleração da retomada econômica.

Na pauta doméstica, os juros também dominaram o debate neste início de semana. O mercado financeiro passou a ver a Selic a 7% já no fim de 2021, índice que deve ser mantido até o ano que vem, segundo dados do Boletim Focus divulgados nesta segunda-feira. A mediana da pesquisa feita pelo Banco Central também indicou piora do cenário da inflação neste ano, com a elevação da expectativa para 6,56%, a 16ª semana seguida de revisão para cima. O Comitê de Política Monetária (Copom) volta a se encontrar no início de agosto para debater o futuro da taxa de juros. A recente alta da inflação medida pela prévia do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) levou analistas a especular avanço de 1 ponto percentual, elevando a Selic para 5,25% ao ano, para evitar a contaminação das perspectivas para 2022.

 

 

 

 

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