CPI da Covid-19: Ciro Nogueira será substituído por Luis Carlos Heinze

A ida de Ciro Nogueira (PP-PI) para a Casa Civil afeta diretamente a composição da CPI da Covid-19. O presidente nacional do Progressistas, líder do Centrão no Congresso, será substituído pelo senador Luis Carlos Heinze (PP-RS), seu suplente na comissão. Apesar da mudança, o Palácio do Planalto segue sendo representado por quatro titulares: além de Heinze, a tropa de choque governista é composta pelos senadores Marcos Rogério (DEM-RO), Jorginho Mello (PL-SC) e Eduardo Girão (Podemos-CE). Entre os suplentes, o líder do governo no Senado, Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), e o senador Marcos do Val (Podemos-ES) também atuam na defesa do governo do presidente Jair Bolsonaro. Recém-filiado ao Patriota, o senador Flávio Bolsonaro (RJ) coordena o plano de ação dos bolsonaristas e se tornou suplente do colegiado.

Desde o início dos trabalhos da comissão, Heinze se notabilizou por utilizar seu tempo de fala para defender o uso de medicamentos comprovadamente ineficazes para o tratamento da Covid-19. Também partiu do senador governista a iniciativa de ocupar sua mesa no plenário da comissão com uma placa que contabiliza o número de vidas salvas na pandemia, em uma contraposição à contabilidade de vítimas fatais da doença, feita diariamente pelo relator, Renan Calheiros (MDB-AL), e pelo vice-presidente, Randolfe Rodrigues (Rede-AP). Na prática, o governo Bolsonaro ganha, ao menos, um defensor eloquente no transcorrer das sessões, que serão retomadas na terça-feira, 3, com o depoimento do reverendo Amilton Gomes de Paula.

Novo ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira é tido por seus pares como um político hábil, com atuação nos bastidores de Brasília. Porém, mesmo sendo um dos principais aliados do presidente no Congresso, o parlamentar não era uma figura frequente na CPI. No início de junho, por exemplo, ele foi substituído por Heinze na comissão. À época, o cacique do Centrão pediu licença dos trabalhos para cumprir agenda de nove dias sobre telecomunicações em Washington e em Nova York a convite do Ministério das Comunicações. Antes do recesso parlamentar, durante as sessões, Heinze disse, em mais de uma ocasião, que acompanhava as oitivas do início ao fim. Sempre que possível, inclusive, fazia questão de enaltecer o governo Bolsonaro. Em razão disso, o parlamentar de 70 anos figura como pré-candidato ao governo do Rio Grande do Sul.

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