Brasil inicia segundo semestre com alta de 1,5% no consumo de energia, afirma CCEE

Uma boa régua para medir a atividade econômica de um país é o consumo de energia. Indústria e comércio em ritmo de progresso consomem mais eletricidade. A Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) aponta uma expansão de 1,5% no consumo do país na primeira quinzena de julho. O crescimento é comparado com o mesmo período do ano passado e em julho de 2020 a economia estava paralisada no ápice da Covid-19. A elevação comparada com 2019, é de apenas 1,2%, a menor taxa de crescimento do ano. A Câmara estima que a retomada será lenta e gradativa ao longo do segundo semestre. O presidente da entidade, Rui Altieri aguarda um novo cenário, espera especialmente a aceleração do setor produtivo e maior demanda de grandes consumidores. “São duas constatações: a primeira é que o setor produtivo se adaptou rapidamente, com isso a economia realmente tem apresentado bons sinais de recuperação. A segunda é uma forte migração de consumidores do mercado das distribuidoras para mercado livre.”

No período, o mercado livre registrou alta de 13,3% na comparação com o ano passado. Esse é o seguimento em que grandes consumidores podem negociar a sua energia diretamente com geradoras ou comercializadoras. Enquanto isso, o mercado regulado em que a comercialização ocorre pelas distribuidoras apontou retração de 4,1%. Uma das explicações para o novo retrato é que as indústrias estão buscando previsibilidade, e nesse modelo já sabem exatamente quanto pagarão na conta sem surpresas, independente de oscilações. “O mercado dos grandes consumidores possui preços mais atrativos que os preços regulados pelas distribuidoras, isso é um diferencial muito forte na competitividade das indústrias. Hoje, nós temos um limite para migrar o mercado regular para o mercado livre na ordem de R$ 110 mil. Ou seja, quem tem um consumo superior a esse valor é que tem a possiblidade de ir para o mercado livre”, comenta. A expectativa do setor é que a demanda aumente ainda mais nos próximos meses com a vacinação e a recuperação econômica mais robusta. Por outro lado, a falta de chuvas está levando ao acionamento frequente das termelétricas, que têm produção mais cara que das usinas hidrelétricas, encarecendo o valor ao consumidor final.

*Com informações do repórter Daniel Lian

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