Bolsonaro rebate Lula, explica saída de Ramos e exalta ida de Ciro Nogueira para a Casa Civil

O senador Ciro Nogueira, que deverá assumir assumir a Casa Civil na semana que vem, já participou de solenidade no Palácio do Planalto nesta terça-feira, 27. Ele se reuniu logo cedo com o presidente Jair Bolsonaro e, pelas redes sociais, disse que está muito feliz em fazer parte do time de ministros. Nogueira afirmou, inclusive, ter certeza de que vai ter o apoio do presidente da Câmara, o deputado Arthur Lira. O presidente, que vem defendendo essa reaproximação com o centrão, rebateu críticas do ex-presidente Lula que tem questionado se essa seria a nova política prometida pelo presidente Bolsonaro — lembrando que Ciro Nogueira era aliado durante os governos petistas.

“As pessoas mudam. O Ciro está feliz, ele falou para mim. Não é Minas e Energia, onde o orçamento é bilionário, não é Transporte. É a chefia da Casa Civil, é a alma de um governo. É, realmente, a nossa interlocução aumentando no parlamento brasileiro de forma saudável. E não de forma comprada, como aconteceu no passado.” O ministro Eduardo Ramos, que vai ceder a Casa Civil para Ciro e será deslocado para a Secretaria-geral, publicou nas redes sociais saudações e desejo de boa sorte. O presidente elogiou o ministro Ramos e explicou o motivo da troca ser necessária. “Nós precisávamos melhorar nossa interlocução com o parlamento. O general Ramos eu conheço desde 1973, é uma pessoa que é meu irmão. Mas no linguajar do parlamento ele tinha dificuldade.”

O presidente ontem confirmou que, no ano que vem, será preciso substituir vários ministros. Segundo ele, um terço dos integrantes da Esplanada deve deixar os cargos para disputar as eleições de 2022. Para garantir uma vitória, o presidente sabe que vai precisar melhorar a questão econômica. Até por conta disso. ele já dá como certo o aumento do valor do Bolsa Família a partir de dezembro. “Nós vamos reajustar no mínimo em 50%. Não ou negar que aumentou gás, gasolina, óleo, arroz. No mundo todo houve inflação na questão dos alimentos.” O presidente confirmou que será mesmo no mínimo R$ 300 — mas ele nega que seja um programa eleitoreiro.

*Com informações da repórter Luciana Verdolin 

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