Aposta em negócio próprio se consolida como opção de fuga da crise

Dono de uma agência de publicidade há 12 anos, João Gazzola viu os contratos sumirem no início da quarentena no Brasil. Com isso, a paixão pela gastronomia virou sua nova fonte de renda. Aos 40 anos de idade, o publicitário enxergou na crise uma oportunidade e apostou todas as fichas em um negócio próprio: uma pizzaria que nasceu no mês de agosto, na região da Vila Olímpia, área nobre de São Paulo. Ele faz parte de uma pesquisa global realizada pelo monitoramento de empreendedorismo global, o GEM, que aponta que em 2020 o Brasil deve atingir níveis recordes de novos empreendedores.

Segundo o estudo, aproximadamente 25% da população adulta que já possui ou está envolvido na abertura de um novo negócio. Mas se empreender antes da chegada do novo coronavírus já era um desafio, na pandemia virou um exercício diário para brasileiros como o Eufrásio de Souza, dono um pequeno restaurante na zona sul de São Paulo, há pouco mais de quatro anos. Ele conta que viu os clientes evaporarem da noite pro dia e que, em apenas dois meses, acumulou mais de R$ 30 mil em prejuízos. Para garantir a continuidade do negócio, Eufrásio, assim como mais de 500 pequenos empreendedores, só no estado de São Paulo, recorreu à ajuda do projeto “2020”.

“Foi de grande valor porque eu sou uma empresa pequena, a maioria dos bancos tradicionais exigem garantia e cobram valores exorbitantes, taxas altas e muitas das vezes o pequeno empresário não tem garantia para oferecer, então ele não consegue [acesso ao crédito]’, afirma. Antônio Mufarej, empresário especializado em investimentos, é idealizador do projeto “2020”. Ele conta que a proposta busca arrecadar recursos para preservar e profissionalizar pequenas empresas em meio à crise causada pela Covid-19. Mufarej explica que a iniciativa que foi lançada no mês de maio deste ano e já conseguiu arrecadar mais de R$ 15 milhões com a ajuda de elo menos 100 parceiros. ” O objetivo é emprestar dinheiro a juros subsidiados para os empreendedores mais afetados pela Covid-19. Principalmente o setor de comércio e serviços, como restaurantes, salões de beleza e na área da saúde”, explica. Além de São Paulo, a iniciativa está presente também no Rio de Janeiro, Minas Gerais e Ceará.

*Com informações da repórter Hanna Beltrão

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