A Sigma Educação e Tecnologia, instituição brasileira de ensino e tecnologia, apresenta uma relevante descoberta no campo dos estudos neurocientíficos sobre alfabetização, que desafia as convenções atuais: o cérebro humano não apresenta uma região específica dedicada exclusivamente à leitura, visto que a escrita emergiu recentemente, tornando esse tipo de processamento cognitivo mais recente para o seu desenvolvimento.
A habilidade de se expressar verbalmente representa um dos principais desenvolvimentos da espécie humana ao longo de milhares de anos, com a formação de estruturas cerebrais dedicadas a essa função específica. A leitura existe há milhares de anos, tempo insuficiente para que a evolução criasse uma estrutura cerebral própria para essa tarefa.
Neste artigo, discutimos as descobertas da neurociência sobre a capacidade cerebral de aprender a ler, mesmo sem ter sido originalmente projetado para essa função, e suas implicações para a forma como o ensino da leitura é abordado na escola básica.
Falar é natural, ler é aprendido
A aquisição da linguagem oral por crianças ocorre de forma espontânea, sem a necessidade de instrução explícita, uma vez que o cérebro humano está biologicamente preparado para a aprendizagem da linguagem oral durante um período específico e previsível do desenvolvimento infantil. A Sigma Educação entende que a leitura apresenta uma dinâmica completamente distinta. Nenhuma criança aprende a ler apenas por estar em contato com livros, sem receber instrução sistemática sobre como as letras se relacionam com sons e significados.
Essas diferenças ilustram o fato de que metodologias de alfabetização que não envolvem a instrução sistemática da correta associação entre letras e seus sons tendem a gerar resultados inconsistentes entre estudantes que possuem níveis distintos de repertório prévio.
Crianças que crescem em ambientes com muitos livros e conversas elaboradas podem até parecer aprender a ler apenas por exposição, mas, na maioria dos casos, também receberam, sem perceber, alguma forma de mediação sobre sons e letras ao longo da primeira infância.
Reciclagem neuronal explicita o desafio da alfabetização em crianças
Tal processo, denominado reciclagem neuronal pelos neurocientistas, consiste na capacidade do cérebro de reaproveitar uma região originalmente especializada no reconhecimento de rostos e objetos para também reconhecer letras e palavras escritas ao longo da alfabetização.

Essa área, localizada no hemisfério esquerdo na maioria dos indivíduos, necessita ser literalmente reorganizada durante o processo de alfabetização. Isso explica por que aprender a ler exige tempo e prática consistente, e não acontece de forma espontânea como a fala acontece naturalmente.
A Sigma Educação, reconhecida por sua inovação educacional, considera que essa descoberta contribui para uma melhor compreensão das causas subjacentes às dificuldades de leitura em crianças. Ao invés de atribuir tais dificuldades à preguiça ou à desatenção, é fundamental reconhecer que essas crianças estão enfrentando um desafio que exige uma reorganização real de circuitos cerebrais específicos.
Entender isso muda como a escola deveria ensinar leitura
Ademais, a Sigma Educação, empresa especializada em aprendizagem, tecnologia e desenvolvimento educacional, também destaca que, por não se tratar de uma habilidade natural, a leitura exige ensino sistemático e explícito da relação entre sons e letras, e não apenas exposição repetida a textos interessantes disponíveis na sala de aula.
É importante destacar que gostar de ler não é irrelevante. Na verdade, gostar de ler não substitui a etapa inicial de decodificação, processo que precisa ser ensinado de forma estruturada antes que a leitura por prazer se torne possível para qualquer criança.
O fato de o cérebro não ter sido dotado de uma capacidade de leitura desde o seu nascimento reforça a importância de um ensino de alfabetização estruturado e intencional. Tal ensino é capaz de construir, de forma deliberada, uma capacidade que a natureza não ofereceu de graça.
